Pesquisa revela que o Mercado editorial brasileiro cresceu e faturou em 2007

A Câmara Brasileira do Livro (CBL) e o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) divulgaram nesta quarta-feira a pesquisa “Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro” anunciaram que o mercado editorial brasileiro cresceu 6,06% em 2007 e faturou R$ 3,013 bilhões. A pesquisa foi realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e mostra que o volume de vendas alcançou aproximadamente 329 milhões de exemplares em 2007 – entre vendas para o mercado em geral e para o Governo Federal. Apesar de o governo ainda ser o maior comprador do mercado, com investimentos de R$ 726,8 milhões (24% do total de vendas do setor), o consumo de livros pela população também cresceu, totalizando R$ 2,286 bilhões – um aumento de 6,41% se comparado com 2006. Foram cerca de 200 milhões de livros comprados pelo mercado e 129 milhões pelo Governo Federal.

A população tem lido mais, e houve um aumento no número de títulos para o público infantil: 15,18%, com 3.491 obras, diante das 3.031 editadas em 2006. A literatura juvenil também apresentou um crescimento representativo, saltando de 1.519 títulos editados em 2006 para 1.711 no ano passado. As livrarias continuam sendo o principal canal de comercialização de livros no Brasil. Em 2007, o segmento respondeu por 47,69% do total de exemplares vendidos para o mercado, ou seja, cerca de 95,5 milhões dos 200,2 milhões de livros vendidos. Em seguida, estão as vendas para distribuidoras, com 21,58% de participação – apesar da queda no número de exemplares vendidos de 13,28% em relação a 2006. O porta a porta também tem aumentado a sua participação nas vendas do setor; em 2007, este canal representou 9,61% das vendas para o mercado, com 19,2 milhões de exemplares vendidos, um crescimento de 91,37% ante o ano anterior.

O aumento no número de exemplares produzidos e vendidos no ano passado e a queda no preço médio do livro vendido em 2007 (R$11,41) em relação a 2006 (R$11,61) foram os aspectos que mais chamaram a atenção na pesquisa. A redução [do preço médio], aparentemente pequena, torna-se maior se a inflação do período for considerada. A queda tem um efeito positivo que pode ser sentido tanto no bolso do consumidor quanto nos gastos do governo.

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Uma resposta

  1. que ótima notícia!

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