60ª Feira de Frankfurt é a maior do mercado editorial

Logo da feira e torre do pavilhão de exposições

Logo da feira e torre do pavilhão de exposições

A Feira do Livro de Frankfurt chegou à sua 60ª edição na condição de maior e mais importante ponto de encontro do mercado editorial mundial. Mais de 7 mil editoras de 101 países foram representadas nos pavilhões da cidade alemã entre 15 a 19 de outubro. Elas levaram a Frankfurt em torno de 400 mil títulos, entre publicações em papel e eletrônicas.

Na primeira edição da feira, em 1949, eram pouco mais de 200 expositores, todos eles da Alemanha. Em exposição, estavam cerca de 10 mil livros e a feira, organizada na Igreja Paulskirche, atraiu 14 mil visitantes. Na edição de 2007, foram registrados 283 mil visitantes. Este ano, recorde de público: 5% maior que o ano anterior, incrivelmente não sucumbindo à crise financeira.

A internacionalização da feira começou cedo. Já na edição de 1950 havia em torno de cem editoras estrangeiras em Frankfurt e, em 1953, o número de expositores de fora da Alemanha – exatos 534 – já era maior do que o de editoras alemãs – 524.

Feira internacional

“Desde o seu início que essa feira não é alemã, mas internacional. Ela está por acaso em Frankfurt, mas o setor adotou este lugar, se sente bem aqui. Acho que a tradição colabora para isso”, afirma o diretor da Feira de Frankfurt, Jürgen Boos.

Ele avalia que parte do sucesso da feira está na seleção dos seus temas centrais. “Sempre nos saímos bem no debate de temas. A digitalização do mundo, o confronto entre grandes e pequenas editoras, a situação do mercado editorial. Todos esses assuntos sempre estiveram presentes e jamais alguém se furtou a falar o que pensa”, diz Boos.

Outra iniciativa que se mostrou acertada é a homenagem a um país ou uma região. A América Latina foi a primeira região destacada, em 1976, e o Brasil foi o país-tema em 1994. Este ano a escolha recaiu sobre a Turquia, e, em 2009, será a vez da China.

A Feira de Frankfurt mantém um escritório no país comunista e incentiva as novas editoras privadas chinesas. “Depois da Revolução Cultural, houve uma ruptura cultural na China. Ninguém mais escreveu e a herança cultural se foi. Mas agora há algo novo no país, e por isso precisamos estar presentes. As primeiras editoras independentes estão surgindo, e temos de apoiá-las.”

Livros eletrônicos

O Sony Reader, um dos leitores eletrônicos apresentados na feira

O Sony Reader, um dos leitores eletrônicos apresentados na feira

A presença de escritores renomados é outro ponto forte do evento. Orhan Pamuk,  Prêmio Nobel de Literatura, representou a Turquia. Outro Nobel que circulou pelo evento foi o escritor alemão Günter Grass. Entre os homenageados deste ano, o autor brasileiro de best-sellers Paulo Coelho teve destaque. Ao todo, mais de mil autores participarão da feira – 250 só da Turquia.

Um dos destaques da feira deste ano foi a digitalização do mercado editorial. A Sony apresentou seu Reader, aparelho que permite a leitura dos chamados e-books, ou livros eletrônicos.

Fonte: DW-Word

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4 Respostas

  1. Serviço de informação eficiente! Também achei incrível que o ritmo não tenha diminuído mesmo com a “crise”. Será que a Bienal aguentaria um mercado financeiro instável? (Não é uma crítica, é uma dúvida mesmo).

    China em 2009, o mundo está ficando saturado da China.

  2. Também acho que já sei tudo sobre a China. Nos Jogos Olímpicos, tudo já foi falado sobre a China, exceto a literatura chinesa…. Sem dúvida, um vácuo literário, assim como a literatura turca pouco explorada e homenageada nesta edição. Isso me lembra os filmes do Fatih Akin, sempre explorando as diferenças e contradições entre “Ocidente” e “Oriente”´.

  3. É verdade… o último pop chinês foi “A montanha e o Rio”. Fora este, pouco se fala apesar do muito que se fala.

  4. seria interessante saber estes dados da China, como há vários países dentre desse gigante, é bem possível que a produção literária no interior seja menor, ou inexistente.

    Outro aspecto da Feira de Frankfurt é a publicação dos autores globais, de uma maneira bem concisa a Feira, de certa forma, inibe a produção local em países subdesenvolvidos…

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