The print is dead*

“One of the questions that haunts me – it’s a question for philosophers and brain science – is, if you’ve forgotten a book, is that the same as never having read it?”
Tom Stoppard

The print is dead - Book in our digital age

The print is dead Books in our digital age

É inegável a relevância cultural que o livro provocou por mais de 1500 anos. O livro passou por guerras e períodos escassos de papel. Continuou firme mesmo com a invenção de novos aparatos tecnológicos, como o rádio, a televisão, os jogos eletrônicos e o computador. Agora, pela primeira vez na história, isso está para mudar.

Pelo menos é o que pensa Jeff Gomez, autor de Print is dead – Books in our digital age (New York: Macmillan, 2008, 221 páginas), ainda não publicado no Brasil (quem sabe, talvez?). Para Gomez, hoje os jornais brigam por leitores e credibilidade, o download de músicas já passou o CD para trás e a revolução digital está a um passou (ou click) de transformar o livro impresso em objeto de museu. Mais que uma desculpa para usar a tag “fim do livro” criada por B. Cruz, nesse livro, Gomez explica como autores, editores e distribuidores devem lidar com essa nova realidade.

Jeff Gomez começou sendo escritor, mas trabalha com livros eletrônicos e leitura digital desde que a indústria começou, em 1999. Atualmente, é diretor de marketing online da Penguin dos EUA e escreve regularmente no blog Print is Dead.

Para saber mais sobre o fim do livro:

The Gutenberg Elegies: The Fate of Reading in an Electronic Age

Long Tail, The, Revised and Updated Edition: Why the Future of Business is Selling Less of More

* Não recomendado para aqueles que não agüentam mais ouvir (ler) sobre o fim do livro.

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8 Respostas

  1. Estranho, em que suporte foi publicado o anúncio do fim do livro? No mínimo, irônico…

    Já adiantando as outras questões: o livro não vai sofrer os abalos da transição como foi teatro/cinema, rádio/tv simplesmente porque, ao contrário do teatro e do rádio, o livro nunca foi POP.

    Enquanto o teatro e o rádio atraíam multidões, que foram roubadas respectivamente pelo cinema e pela televisão, o livro sempre foi um marginal nessa sociedade. O livro já nasceu para poucos e, de alguma forma, assim permaneceu.

    Antes de pensar em matar o livro, é preciso que ele alcance as multidões. Inevitável uma paródia com a tirinha (Angeli? Nani? Aroeira? Jaguar?): “Crianças, agora temos e-books”!

  2. Quanto à pergunta do Stoppard, acredito que a resposta seja negativa. A não ser que se tenha um sério problema de memória, qualquer reminiscência que se tenha ao mínimo contato com o livro esquecido faz com que a experiência seja diferente da de nunca haver lido.

    Além disto, nem sempre o livro marca apenas a memória “externa e visível”, por assim dizer. Se de fato somos a soma de tudo aquilo que temos sido durante a nossa vida, esquecer um livro nunca será a mesma coisa de jamais tê-lo lido.

  3. é wireless? dá pra levar pro banheiro? tem lombada bonitinha pra eu exibir pras visitas? posso botar na minha mesinha de centro (como se eu tivesse uma, rá!)?

    eu tenho uma relão fetichista com livros. gosto do cheiro deles. gosto de sentir o papel bem calandrados nos meus dedos. gosto de verificar o quanto de tinta o papel absorveu. isso pra mim não é livro.

    e concordo com o renato. “crianças, agora temos e-books!” se nem grampo canoa em livrinho xerocado chega lá, imagina uma parafernália eletrônica dessas. arre!

  4. Quanto à frase de Stoppard, isso me lembra o polêmico livro do Bayard – e mencionado pelo Rui da Travessa -: “Como falar dos livros que não lemos?”, porque há uma seção “Lvros Esquecidos”, mas isso já deu muitos comentários para posts antigos…

    Fora questões ideológicas, o capista foi bem feliz…

  5. Renato não resisti:

    Livro nunca foi popular? Nem comunicação de massa? Conta isso pros 12 milhões de pessoas que compraram o último Harry Potter nos Estados Unidos. http://www.bbc.co.uk/portuguese/cultura/story/2007/03/070315_pottertiragemg.shtml

  6. Os apocalípticos estão em alta, mais pelo fator que, daqui a, sei lá, 200 anos, ele ganhe a moral do “viu? eu falei…” Indícios que o livro de papel vai acabar existem, mas são tão primitivos que quando acontecer de fato (se acontecer) estaremos tão em outra órbita que qualquer análise hoje é tiro no escuro. Ideografia Dinâmica de Lévy já está um pouco defasado, é um livro datado em pouco mais de dez anos….

  7. O Senhor Livro nunca vai acabar!

  8. Bruno,

    os números são extremamente altos, mas eu só quero comparar quando sair o sétimo filme da séria. Aí que entra o meu ponto de vista.

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