Alemanha lê cada vez menos

Mal sabem para que serve um livro

Mal sabem para que serve um livro

Para quem acha que a falta de leitores é um problema somente do mercado brasileiro está muito enganado. O fantasma do baixo índice de leitura pode atingir também países com forte tradição em leitura como a Alemanha. Um estudo recente da Fundação Lesen (”ler” em alemão) de Mainz constata uma triste realidade: os alemães estão lendo cada vez menos. “Ler muito tempo me cansa demais”, justificam os alemães. A pesquisa partiu das seguintes questões: o que lê a população, como lê, por que e por quanto tempo? Ler na Alemanha 2008, o terceiro estudo da série sobre o comportamento de leitura, revela uma mudança nos hábitos da nação. Com tendências positivas e negativas.

O prazer de ler escasseia no país. Enquanto em 2000 um terço da população adulta e adolescente da Alemanha ainda lia entre 12 e 50 livros por ano, em 2008 apenas um quarto cumpre o mesmo volume de leitura. Outros 25% da população nem encostam o dedo num livro, uma proporção que se manteve constante nos últimos anos. Culpa das novas mídias ou da falta de estímulo?

Os pesquisadores de Mainz atribuem acreditam que isso se deva à falta de exemplo dos pais. Assim quase a metade dos entrevistados entre 14 e 19 anos de idade jamais recebeu um livro de presente na infância, o que certamente reduz o desempenho em quase todas as disciplinas.

Por outro lado, os estudos apontam um crescimento de leitores entre os descendentes de imigrantes. A pesquisa trouxe aqui uma descoberta surpreendente: uma nova “classe média de leitores”, formada por adultos com histórico de migração, porém com bons conhecimentos do idioma alemão. Cerca de 36% dos entrevistados com ascendência estrangeira admitiram que, várias vezes por semana, se entregam inteiramente à leitura, 11% até mesmo todos os dias.
Impresso ou eletrônico?
Como em outros países industrializados, na Alemanha “ler” significa, cada vez mais, “ler no monitor”. Porém o estudo também mostrou que a maioria não abriria mão do livro impresso. O motivo é que na tela é mais fácil o leitor se perder.
Convivência pacifica

Convivência pacífica

O novo estudo confirmou a impressão – presente desde a pesquisa de 2005 – de que o livro e as novas mídias são dois mundos completamente distintos. Mas que agora convergem.

Hoje já há leitores mais ligados à informação, que talvez ainda não leiam todo um livro na tela, mas não teriam problema se sua revista especializada fosse oferecida online. “E isso vai obviamente modificar muito todo o mercado livreiro”, prevê o encarregado de imprensa da Fundação Lesen.
 

Fonte: DW-World 
Anúncios

Uma resposta

  1. A balança da leitura é complicada em qualqur lugar do mundo. Pelo que vejo sobem e descem números de vendas e de leitura em cada população, em cada época. Livros como ‘O código da Vinci’ bagunçam essa proporção.
    Disconfio muito da relação de vendas da livraria com a leitura de fato, se números despencam na Alemanha, sobem no Brasil e estabilizam na França há um problema de mensuração, será mesmo possível o cálculo de quantos caracteres são lidos, o quanto disso é absorvido…. etc?
    A conta que importa nunca será quantos livros são lidos, mas a possibilidade deles serem bem lidos. Essa é difícil da estatísica assumir…

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: