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Dica do Bruno Cruz.

O preço do aluno brasileiro

Esse é o tipo de noticia que já nasce velha. Segundo o UOL Educação, “O Brasil ficou em último lugar em uma tabela sobre investimentos por aluno em 33 países, elaborada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico”.

Isso já foi debatido, mas não custa lembrar que não adianta o país ter dimensões continentais e crescimento populacional de fazer brilhar os olhos dos grandes grupos editoriais se as pessoas não adquirirem na infância e na juventude o gosto pela leitura.

Os profissionais do mercado editorial são responsáveis pela qualidade dos livros que colorem as estantes das livrarias e a sociedade – da qual fazemos parte também – deve tomar para si a responsabilidade de formar os leitores que irão povoar as livrarias e fazer valer nosso trabalho.

O investimento do país em cada estudante brasileiro é de, em média, R$ 2.500 por ano. Se pensarmos que o governo é internacionalmente conhecido por movimentar bilhões com a compra de livros didáticos, não precisa de muita ciência para saber que essa conta só fecha se os salários dos professores forem esmagados, se a grande novidade em infra-estrutura escolar ainda forem os CIEPs, que vez por outra recebem uma reforma ou ampliação justa e bem alardeada.

Leia mais sobre este assunto, aliás, leia muito e pense mais ainda para que daqui a quatro anos tenhamos alguma novidade para vocês.

Fonte: UOL Educação

Creative Commons

Há algum tempo queria postar algo sobre o Creative Commons e agora parece propício aproveitar essa disputa de editoras pelo direito de publicação do romance da Sherry Jones para trazer esse assunto para o debate.

O Creative Commons é uma resposta a uma contradição nascida na era da internet: de que vale ter acesso a uma quantidade gigantesca de informação e poder compartilhá-la com pessoas do mundo todo em blogs como este se a grande esse manancial de idéias está protegido e não pode ser utilizado sem autorização expressa do autor?

A indústria fonográfica foi a primeira sofrer com essa inaptidão do direito autoral em lidar com um desejo legítimo dessa sociedade, em que as coisas são cada vez mais fluidas, quase intuitivas: nós queremos trocar músicas, e daí? Daí que depois dessa queda de braço muitas gravadoras fecharam as portas, mesmo um grande conglomerado como a Warner teve de abandonar seu braço fonográfico (Warner Music Group) a própria sorte. Porém, na contramão desse processo existem pessoas como o ex-ministro Gilberto Gil, que libera a entrada de câmeras em alguns de seus shows e coloca avisos dizendo que era permitido filmar e por aí vai.

Essa é a idéia por trás do duplo c que simboliza as obras, em que o autor pode proteger alguns direitos e liberar alguns usos ou liberar todos os usos. No direito autoral tradicional não existe essa flexibilidade e a burocracia que separa o pessoal de um blog que quer disponibilizar um vídeo de uma editora alemã de conseguir efetivamente uma autorização expressa é, no mínimo, desestimulante.

O mercado de livros ainda não sofreu um colapso por causa da internet, mas sem dúvida já há perdas. Não sabemos ao certo o que vem por aí, mas eu me informaria melhor sobre novas formas de compartilhamento se tivesse um Google Books a rondar minha editora e digitalizando todos os livros que encontra pela frente.

Para falar sobre a publicação de livros em cc, deixo vocês com Ronaldo Lemos, representante do Creative Commons no Brasil.

Passa anel

É parece que me enganei quanto aos interesses da Random House na polêmica do livro da jornalista Sherry Jones, pois para minha surpresa foi a editora Beaufort Books que adquiriu os direitos de publicação nos EUA de The Jewel of Medina.

Parecia que tudo estava certo para o lançamento do livro pela Random House em outubro, mas a mesa virou depois do incidente ocorrido mês passado.

A Beaufort Books assim como Gibson Square, detentora dos direitos da obra no Reino Unido, são famosas por seus livros polêmicos. Ambas publicaram “If I did it”, em que o ex-jogador de futebol americano O.J. Simpson fala do suposto assassinato de sua mulher do qual era o principal suspeito.

A pergunta que fica é: será que esse livro causará tanto debate aqui no Brasil? Os direitos do livro já foram comprados em, pelo menos, dez países. Não sei se o Brasil está entre eles, mas gostaria de saber a opinião de vocês: que editora tem o perfil mais adequado para publicar esse livro no Brasil?

Ah, e já está prevista uma sequência do livro para 2009.

Fonte: Estadão

Eu já sabia Galvão!

O polêmico livro da jornalista Sherry Jones será liberado no Reino Unido em outubro. A publicação do romance sobre a noiva infante do profeta Maomé chegou a ser adiada no mês passado pela Random House por haver indícios de possíveis atos de violência por parte de um grupo radical mulçumano.

No entanto, segundo a agente da autora, Natasha Kern, os direitos de publicação do livro já foram comprados em dez países. Logo logo chega aqui por essas bandas.

A obra vem sofrendo duras críticas em blogs literários, mas não sai do foco da mídia. Mantenho o que havia dito no comentário do post anterior sobre esse livro.

Fonte: guardian.co.uk

Senta que lá vem História Parte 2

Quem acompanha nosso blog sabe que além de falar das novidades do mercado editorial, dos lançamentos e de exposições, tentamos falar um pouco sobre a história do livro. A ideia é trazer toda semana um vídeo ou fotos de algum acontecimento que marcou uma época ou que ilustre um período da história do livro ou ainda, uma história mais recente, que apresente aos nossos leitores um pouco da história das editoras como neste post da Taynée.

Sem mais: o vídeo dessa semana é sobre Gutenberg e as mudanças que produziu na cadeia produtiva do livro e consequentemente na história da Humanidade. Achei interessante para começar a falar sobre o tema. Tentaremos colocar os próximos vídeos com legendas em português para facilitar. Então, senta aí, que lá vem história!