Patativa do Assaré recebe homenagem na Primavera dos Livros

A 15ª Primavera dos Livros terá como tema a Literatura de Cordel em homenagem ao centenário de nascimento do poeta, compositor e repentista cearense Patativa do Assaré. O evento acontece entre os dias 26 a 29 de novembro e é realizado pela Libre-Liga Brasileira de Editoras, com apoio da Prefeitura do Rio de Janeiro, nos jardins do Museu da República, das 10h às 22h. Estão previstos lançamentos de livros, atividades recreativas para a garotada,  programação especial para professores e venda de livros com até 50% de desconto, em cerca de noventa estandes, onde os editores poderão trocar ideias com o público.

15ª Primavera dos Livros
26 a 29 de novembro de 2009 (dia 26, a partir das 18 horas)
Jardins do Museu da República
Rua do Catete, 153 – RJ
Das 10h às 22H

Entrada gratuita

Livro@futuro.com discute o livro e a leitura na web

Começa hoje, dia 16, e vai até o dia 19 de novembro, na unidade do Oi Futuro em Ipanema, no Rio de Janeiro, o evento “Livro@futuro.com – ideias, debates e workshops sobre livro e leitura na web”, que discutirá as transformações por que passa o universo do livro e da literatura, frente à nova realidade digital.

Presença confirmada de Murilo Marinho, diretor da Mix Tecnologia, empresa do pólo digital do Recife, idealizadora do Mix leitor D, primeiro leitor de livros eletrônicos desenvolvido com tecnologia de software nacional. Ele participará do debate “Livro digital: apocalipse ou integração? A revolução digital na indústria cultural”, segunda-feira, 16 de novembro, a partir das 19h30. Compõem a mesa Fábio Sá Earp, autor do estudo A Economia da cadeia produtiva do livro, feito para o BNDES e Heloísa Buarque de Hollanda, curadora do Portal Literal e da antologia digital Enter.

Ocorrem ainda, nos dias 18 e 19 de novembro, os debates: “O Brasil como mercado para o livro virtual” e “Da criação à web – Modo de produção, leitura e divulgação na era digital”. Entre os debatedores estarão profissionais do mercado editorial, como a agente literária Lucia Riff e o sócio-diretor da Livraria da Travessa, Rui Campos. Também marcam presença o escritor e artista Michel Melamed e o crítico literário Italo Moriconi.

Nos mesmos dias dos debates, entre as 15 e as 18 horas, serão ministrados workshops com o enfoque nas novas possibilidades criativas da internet. Neles, serão apresentadas as formas de fazer revistas literárias e, inclusive, fotonovelas na web. A escritora Ana Paula Maia também apresentará o livro Entre Rinhas de Cachorros e Porcos Abatidos, folhetim pulp liberado a conta gontas via blog e posteriormente publicado em livro pela Editora Record.

Para os workshops há limite de vagas e é necessário realizar inscrição. Para os debates, as senhas serão distribuídas com meia hora de antecedência. Tudo gratuito.

>Oi Futuro: rua Visconde de Pirajá, 54, Ipanema (Próximo à praça Gal Osório). Tel.: (21) 3201 3010.

Debate sobre o livro na Biblioteca Nacional

Como uma editora traça sua linha editorial? Qual o papel de uma editora custeada pelo governo? O livro impresso vai acabar? Questões como essas permearam o primeiro encontro do Livre-se! Simpósio do Livro da UFRJ, no auditório Machado de Assis, na Biblioteca Nacional, no dia 27 de outubro. Estiveram reunidos para discutir A História do Livro Anibal Mendonça (UFF), Jaime Mendes (Zahar), Marcelo Martinez (UniverCidade), Márcio Gonçalves (UFRJ) e o coordenador do curso de Produção Editorial da UFRJ e mediador da mesa, Paulo Cesar Castro.

Ao ser questionado pela importância social de uma editora custeada pelo governo, Anibal Bragança ressaltou que o papel de uma editora universitária é divulgar a produção científica e obras úteis para o desenvolvimento dos cursos. Elas ocupam um espaço importante na sociedade, porque publicam livros que não são de interesse mercadológico, mas do público universitário, complementou Paulo de Castro.

O segundo dia do evento foi marcado pela emoção ao abordar as implicações do livro na formação do indivíduo e teve como mediador o professor Márcio D’Amaral (UFRJ), que soube conduzir a mesa com sensibilidade. Integrantes do Programa de Alfabetização, Documentação e Informação da UERJ, pessoas da terceira idade, tiveram destaque ao apresentarem seu depoimento e sua experiência com o primeiro contato com a leitura. Alessandro Câmara, membro da Coordenação de Educação Especial do Município de Niterói, também expôs as dificuldades de acesso de um leitor deficiente visual aos suportes de leitura disponíveis no mercado, tomando como exemplo sua própria experiência.

O professor e escritor Mário Feijó (UFRJ) deu o tom certo na discussão sobre a política de acesso à leitura, ao comparar o Brasil com outros países mais desenvolvidos culturalmente: “Os governos que investem em bibliotecas públicas totalmente equipadas têm um nível mais alto de leitores e consumidores de livros.”

O último dia do evento, 29 de outubro, não coincidentemente, foi também o 199º aniversário da Biblioteca Nacional e Dia do Livro. André Garcia (Estante Virtual), Eduardo Mello (Editora Plus), Marco Giroto (Audiolivro), Galeano Amorim (Observatório do Livro e da Leitura) foram os convidados para discutir as formas de acesso ao livro e à literatura pelas novas mídias e formas alternativas, tendo o auxílio luxuoso do professor Paulo Pires (UFRJ) como mediador.

Galeno Amorim apresentou alguns dados sobre o resultado da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, os mesmos já publicados e conhecidos por todos. Marco Giroto causou frenesi na plateia ao prever o fim do livro impresso em papel ao final de quinze anos.  Não faltaram críticas contra a sua profecia, fazendo com que ele se desculpasse por mais de uma vez, dizendo que não fez tal afirmação. Discussões à parte, foi consenso que as editoras podem “não perder” se souberem se inserir no mercado “complicado”.

O evento teve seu encerramento à tarde, no café literário, com a presença marcante do poeta Ferreira Gullar, que, mais uma vez, deixou todos hipnotizados e impressionados com sua rica experiência de vida. Parabéns aos alunos de Produção Editorial (UFRJ) que organizaram o encontro, que atingiu seu objetivo promovendo o diálogo entre profissionais da literatura e do meio editorial, deixando água na boca para futuras discussões.

Curso de Produção Editorial pode virar curso técnico

O MEC apresentou um plano de alteração de diversos cursos de nível superior, incluindo os de Comunicação Social. No geral, a proposta acaba com os bacharelados em comunicação social e desvincula os cursos de uma área comum. Isso dividiria alguns cursos – como no caso do curso de “Audiovisual e Novas Mídias”, que passaria a ser “Rádio, TV e Internet” ou “Cinema e Audiovisual” – e acaba com outras carreiras – como o curso de “Comunicação Científica”, que vira “Jornalismo”. Além disso, outros cursos seriam extintos, como no caso da habilitação em Editoração, que de acordo com a proposta do MEC viraria um “Curso Superior de Tecnologia em Produção Multimídia”.

Todas as mudanças podem ser conferidas aqui.

Alguns alunos de Editoração da ECA estão discutindo a alteração, já que na prática o curso passaria a ser simplesmente técnico (o que pode forçar uma desvalorização da carreira).

O MEC abriu um portal de consulta pública sobre as alterações, que pode ser acessado aqui.

Se você é contra a mudança proposta pelo MEC que altera os cursos de comunicação social e transformam o curso de Editoração em Curso Superior Técnico, junte-se na campanha para barrar a medida!

Comece assinando a petição online abaixo:

http://www.petitiononline.com/mecedit/petition.html

By Blog do CALC

Jornalismo literário em debate no CCBB

No dia 08 de abril, às 18h30, o Centro Cultural Banco do Brasil deu início à série Jornalismo Literário, que acontecerá uma vez por mês, de abril a novembro. Com mediação do jornalista Alvaro Costa e Silva, o primeiro debate do ciclo teve como tema O New Journalism e as Experiências Inovadoras do Jornalismo Brasileiro e contou com a participação de Luiz Carlos Maciel e Matinas Suzuki. Com curadoria da jornalista e dramaturga Beatriz Carolina Gonçalves, o programa tem entrada gratuita.

E como não existe obra sem autor, o programa contará com alguns dos maiores nomes do jornalismo brasileiro: Nirlando Beirão, Fernando Morais, Gilberto Dimenstein, José Arbex, José Louzeiro, Luis Nassif, Paulo César Araújo, Paulo Lins, Ricardo Kotscho, Ruy Castro, Sebastião Nery, Sérgio Cabral, além dos dois jornalistas que abriram a programação, no dia 08.

Todos os debates acontecem no Teatro II, com entrada gratuita, sendo que as senhas para o evento devem ser retiradas na bilheteria do CCBB, com uma hora de antecedência ao evento. O CCBB fica na Rua Primeiro de Março 66, Centro, no Rio de Janeiro, telefone (21) 3808-2020.

Confira a programação aqui.

Editora no RJ contrata diagramador

Profissional formado em produção editorial ou em artes gráficas (design, comunicação) e com experiência na área editorial para trabalhar como diagramador, com conhecimentos avançados em indesign (PC e Mac), manipulação de imagens (tratamento de imagens desejável) e fechamento de arquivos pra gráfica.

(O processo de seleção encerrou-se em 4/05/09)

Harlequin Books procura editor de texto

A Harlequin Books – Editora HR está procurando um editor de texto (período integral, R$ 1200,00, plano de saúde, vale-transporte e almoço no local). Trata-se de uma parceria do Grupo Record com a canadense Harlequin. A linha editorial é especializada em romance feminino, tanto os de banca quanto os de livraria.

Os pré-requisitos são estar somente com a monografia pendente (de preferência) e ter cursado Produção Editorial ou Jornalismo. Para maiores informações  entrar em contato pelo e-mail livia.rosa@record.com.br ou pelo telefone 2585-2000 r: 2951.