Edição de literatura na Bravo!

Reportagem da Bravo! sobre edição de texto, muito interessante, tendo gancho o lançamento de Raymond Carver pela Cia das letras.

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dica: tipografia Cosac Naify

Esta é mais para quem está começando a formar a sua biblioteca de design editorial: ter os livros de Robert Bringhust, Timothy Samara e Ellen Lupton são indispensáveis.

Na loja virtual no site  da editora Cosac Naify há kits com esses e outros livros com descontos de 30%. Vale a pena dar uma olhada também no outlet com 50% de abatimento.

Ter ou não ser?

Senhor, se quiser gastar comigo palavra por palavra, o deixarei falido.
William Shakespeare em Dois cavalheiros de Verona
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A Nova Aguilar está prestes a finalizar as edições da obra completa de Shakespeare. A Agir, numa outra edição caprichada em formato de caderno publicou recentemente a obra do mestre do teatro inglês. Essa coletânea em três volumes da Nova Aguilar tem um bom apêndice, a tradução de Bárbara Heliodora. Os dois volumes já lançados podem ser comprados no mercado por R$ 350,00.

A editora ainda reuniu obras de grande mestres da literatura mundial. Experimente adiquirir a obra reunida de Machado de Assis, em quatro volumes que sai por R$ 650,00. Essas você não põe na estante, deixa ali logo na mesinha de centro. Obra completa de José Lins do Rego, R$ 410,00. Se quiseres mais erudição, quatro volumes de Dostoiévski por R$ 600,00, ou a ficção completa de Guimarães Rosa em dois volumes por R$ 390,00. Leon Tolstoi organizado em três volumes a R$ 500,00. Ter Camões sai mais em conta, R$ 170,00 e o deleite do portuga está garantido para muitos além mar.

Abrace Olavo Bilac em R$ 210,00. Edgar Allan Poe a R$ 190,00. O grande Lima Barreto está inteirinho a R$ 290,00. Obra completa do bahiano Castro Alves a R$ 180,00. O brilhante asqueroso Augusto dos Anjos R$ 130,00. Poesia completa de Mário Quintana está a mãos por R$ 230,00.  A poesia e prosa de Charles Baudelaire está a R$ 220,00; quase o mesmo que ter Ferreira Gullar e seus versos a R$ 230,00. Podes ter mil encontros marcados com Fernando Sabino em dois volumes de R$ 400,00. Entre muitos outros, e tantos esgotados como o de Vinícius de Moraes.

A Nova Aguilar investe no que preconceituosamente chamamos de alta cultura, ter um desses é uma declaração de amor ao autor, visto o tempo que será despendido, visto as economias nem sempre muito abundantes. Sem comentar que reunir obras completas é um trabalho de cão, a revisão, adequação, armar um projeto gráfico para pequenas bíblias tipográficas. O custo de produção é inestimável, e igualmente é  o apreço de ver algo dessa magnitude.

Mario Benedetti

Morre aos 88 anos, o uruguaio Mario Benedetti, um dos maiores romancistas e poetas latino-americano. De Montividéo Benedetti traçou palavras que o fizeram conhecidos no mundo inteiro, tendo seus livros sido traduzidos em diversas línguas. Seu último pedido foi que enviassem junto consigo, sua caneta.  Benedetti é muito lido no Brasil, as traduções Correio do tempo, Primavera num espelho partido e A trégua constam em catálogo com edições novas do selo Alfaguara da Objetiva.

 

Sobre a morte do autor Eduardo Galeano enxuga:

El dolor se dice callando.
Pero me pregunto:
¿qué será de nuestra ciudad, sola de él?
¿qué será de Montevideo, mutilada de él?
Y me pregunto:
¿qué será de nosotros, sin su bondad inexplicable?

A imperdível Flip 2009

A Festa Literária Internacional de Paraty tá demais, em 2007 alguns alunos de produção editorial se aventuraram pelas belas terras de Angra dos Reis e Paraty. E esse ano, alguém ruma a Paraty?

Vejam as ‘atrações’  aqui.

Boas livrarias, bons momentos

livrarias

A Ateliê Editorial lança o Pequeno Guia Histórico das Livrarias Brasileiras, contando as histórias destes estabelecimentos charmosos, que adoramos tanto, que alguns chamam indelicadamente de ponto-de-venda.

Uma livraria é boa para toda praça, apesar de sabermos que em se tratando de cidades do interior, possuir livraria é um luxo. Porém, nas nossas grandes cidades esses espaços marcaram, marcam e marcarão o quotidiano de milhares de brasileiros até onde a tecnologia permitir.

Esse é mais um título que a editora lança especialmente tendo em vista as questões livreiras, para nós de produção editorial, honras à Ateliê Editorial.

 

Mais livros em: http://www.atelie.com.br/loja/pagina.php?categ=ct6&pags=3

 

Créditos iconográficos

copyrightTodos os esforços foram feitos para determinar a origem das fotos usadas neste livro. Nem sempre isso foi possível. Teremos o prazer em creditar fontes caso se manifestem.

Assim está nas páginas de créditos iconográficos de um livro da Companhia das Letras. Determinar os créditos e fontes do material usado numa publicação é sempre tarefa árdua, principalmente quando autores se descuidam sobre o que estão publicando. Materiais protegidos por copyright são inseridos em obras sem que o crédito tenha de fato sido investigado.

Universitários sofrem com as bibliografias e citações, autores sofrem por não poderem usa certas imagens disponíveis no google images ou simplesmente, porque comprar uma foto pode estourar o orçamento de um livro. Editores sofrem por serem os vilões e culpados de certas burradas, para uma editora, errar no copyright não fica bem, fora as correções. Ilustrar um material é sempre proveitoso,  temos que a imagem ajuda a respirar o mar de tipos, exemplificam e até mesmo tornam mais atraente a olhos preguiçosos o caminhar pelas páginas.

Esse tipo de frase é comum, principalmente em livros de ciências humanas, e de certa forma, escancara um problema editorial contemporâneo visível: quem é o autor disso? Ressalvas sejam feitas aos caprichosos, porém descuidos e erros são mais comuns que se imagina. Cada imagem com seu crédito, fujam da internet.

 

Como aqui no blog nós somos anarquistas, não tenho idéia do detentor dos direitos autorais da ilustração deste texto, porém, faço das palavras da Companhia das Letras as minhas, favor, quem for o autor desse lindo copyright, envie seus dados, ano da obra, que programa foi usado, e etc. Teremos o prazer em creditar fontes caso se manifestem.