Editora Apicuri

apicuriA Editora Apicuri publica livros de não-ficção, em edições acessíveis, que incentivam a leitura e contribuem para a circulação de textos de origem acadêmica. Faz isso sem perder de vista aqueles que simplesmente gostam de ler.
Seu catálogo é composto por títulos e coleções que priorizam a publicação de dissertações de autores-pesquisadores que, apesar dos textos relevantes, ainda não foram editadas ou merecem nova edição. Sua linha editorial é voltada para as Ciências Sociais, com o foco em História, e dirige-se ao público acadêmico em geral.

Lançamentos novembro/ dezembro 2008

O Imperial Collegio de Pedro II
O ensino secundário da boa sociedade brasileira

Carlos Fernando Ferreira da Cunha Junior
A imponência da fachada do prédio da Unidade Centro do Colégio Pedro II (Rio de Janeiro) e as imagens eternizadas em suas paredes internas chamam a atenção, bem como o orgulho de seus alunos e ex-alunos. Neste livro, fruto de pesquisa de Doutorado, o autor analisa as razões que motivaram o governo imperial brasileiro a fundar a instituição em 1837 e acompanha sua trajetória até os primeiros anos da década de 1880. Carlos defende a idéia de que, entre 1837 e o final da década de 1860, o CPII buscou proporcionar aos jovens da elite brasileira, especialmente a fluminense, uma formação secundária distintiva e abrangente, própria àqueles que estavam sendo preparados para ocupar funções no mundo do governo imperial.
O autor reflete sobre o ensino secundário oferecido pelo CPII a partir de um rico conjunto de fontes documentais e organiza suas idéias a partir do conceito de cultura escolar. Carlos aborda o papel desempenhado pelos agentes profissionais do Colégio, o perfil e as ocupações posteriores dos alunos, os espaços e as práticas de recompensa e punição, os conhecimentos e saberes desenvolvidos, bem como o investimento sobre o corpo através das lições dos exercícios ginásticos.
O texto nos mostra que o Colégio não descreveu uma trajetória linear ao longo do Século XIX. A instituição realizou um deslocamento que acompanhou o movimento da sociedade brasileira nesse período. Se, entre 1837 e o final dos anos 1860, o CPII colaborou com a formação e a expansão do grupo e da ordem conservadora, a partir da década de 1870 ele contribuiu para a emergência de outros grupos e a renovação da elite nacional e do próprio Estado brasileiro.

Carbonários no Rio da Prata
Jornalistas italianos e a circulação de idéias na Região Platina (1727- 1860
)
Eduardo Scheidt
O livro Carbonários  no Rio da Prata investiga a atuação de três jornalistas italianos De Angellis, Cuneo e Rossetti na região Platina. Eles vieram para a América no século XIX, atuaram na imprensa local e se envolveram com questões políticas da região. O tema maior da hora eram as representações de nação produzidas no Novo Mundo.
Os personagens tiveram trajetórias distintas: De Angelis esteve ligado ao regime de Rosas; Cuneo atuou principalmente entre os intelectuais da Geração de 1837, primeiro em Montevidéu e posteriormente na Buenos Aires pós-rosista. Rossetti trabalhou na imprensa da então “República Rio-Grandense” ao lado dos farroupilhas.
O texto aborda a mudança ocorrida no ideário de origem européia desses jornalistas, ao entrarem em contato com os diferentes grupos políticos locais. E mostra também em que medida as concepções dos italianos repercutiram na região. Concluímos que tanto De Angelis como Cuneo e Rossetti “americanizaram-se” ao longo de sua trajetória nos diferentes espaços da Região Platina. Os jornalistas modificam suas idéias originais sobre a “nação”, através da mescla do ideário oriundo da Itália com o dos grupos políticos locais.
Como bem coloca a Professora da USP Maria Ligia Coelho Prado “Scheidt assume uma perspectiva teórica sofisticada, mostrando como os três italianos, que traziam de seu país um repertório de idéias políticas, repensaram suas concepções ao tomarem contato e refletirem sobre as questões específicas das sociedades em que aportaram. Critica a visão linear que aponta para a simples “influência” do mundo europeu sobre o americano apresentado como receptor passivo dessas “idéias importadas”.

Cinema-História:
Teoria e representações sociais no cinema

2a edição
Organizadores: José D´Assunção e  Jorge Nóvoa
O livro Cinema-História: teoria e representações sociais no cinema reúne artigos de pesquisadores que buscam, através das imagens em movimento, analisar a sociedade que as produziram. O cinema, quando surgiu, foi tratado como arte menor, diversão para iletrados. Entretanto, com o desenvolvimento desta forma de expressão, vários intelectuais passaram a freqüentar as salas cinematográficas e a considerar o cinema, ou pelo menos alguns filmes, como obras de arte. A partir dos anos 70 do século XX, o historiador francês Marc Ferro introduz, de forma definitiva, o cinema como fonte para a escrita da História. Tanto filmes de ficção, narrativas que abordam o tempo presente, passado ou até mesmo futuro, caso da ficção científica, quanto os cinema-documental e experimental, todos podem ser analisados e investigados pela História.
Os textos que compõem este livro foram escritos por historiadores que trabalham a interação entre estas duas formas de apreensão, compreensão, análise e leitura da sociedade, aproximando a imaginação histórica da cinematográfica. Os três primeiros artigos trabalham a questão metodológica, procuram mostrar as “conexões e implicações estabelecidas nesta complexa convivência”.  Os demais textos se voltam para o cinema nacional dos anos 60, 70, 80 e 90: CINEMA NOVO; exclusão social nos documentários brasileiros; a cultura popular nos filmes de Mazzaropi e a recente produção nacional são os temas.

Outros títulos do catálogo

Invenções de si em histórias de amor – Lota & Bishop
Nadia Nogueira
Tendo como pano de fundo o relacionamento amoroso entre Lota Macedo Soares e a escritora norte-americana Elizabeth Bishop, o livro renuncia ao silenciamento histórico sobre o homoerotismo feminino e mostra, com base em documentos, como os elos amorosos eram vivenciados em diferentes contextos da sociedade carioca dos anos 1950-1960.

A trama das vontades
Negros, pardos e brancos na construção da hierarquia social do Brasil Escravista
Cacilda Machado
Análise da relação entre homens livres no pequeno vilarejo de São José dos Pinhais, freguesia de Curitiba, na passagem do século XVIII para o XIX, relação marcada pelo uso simultâneo de mão-de-obra de origens africana e indígena. Ampla documentação, como listas nominativas (censos populacionais da época) e registros paroquiais de batismos e casamentos. ajuda a revelar as relações de poder e as trajetórias individuais nos processos de interação e confronto sociais.

Colonização e política – debates no final da escravidão
Roselene Martins
Texto que recupera o debate travado na imprensa pelos barões do café de Vassouras, que buscavam uma solução para repor a mão-de-obra diante da iminente libertação dos escravos. Seria o imigrante europeu a solução?

Sinal Fechado: a música popular brasileira sob censura ( 1937-1945 / 1969-1978)
Alberto Moby Ribeiro da Silva
Estudo comparativo de dois regimes ditatoriais instalados no Brasil: A Ditadura Vargas dos anos 1930 e a Ditadura Militar dos anos 1960-1980. Ambas estabeleceram uma forte censura aos meios de comunicação. A relação entre estes dois regimes e a música popular brasileira é o tema do livro.

Artífices do Rio de Janeiro (1790- 1808)
Carlos Lima
Análise do cotidiano e dos artífices da cidade do Rio de Janeiro que a Corte portuguesa encontrou ao desembarcar no Brasil. A escravidão e a relação com os grandes comerciantes fundamentavam a desigualdade que atingia os pobres, mas que também criava mecanismos de sobrevivência e eventual ascensão social.

De laços e de nós
Carlos Engemann
Apresentação dos mecanismos solidários e hierárquicos que compunham a dinâmica da formação de comunidades escravas no sudeste brasileiro. As comunidades são pensadas de modo orgânico e também como um dos elementos modeladores da própria vivência escrava.

Suicídio e saber médico

Fábio Lopes
Falando de Goethe a Kurt Cobain, e sem negligenciar os requisitos da produção científica, o autor mostra como a medicina (em especial a social iniciada no século XIX), a literatura e as paixões se relacionaram ou foram relacionadas para explicar e/ou caracterizar o suicídio.

Coleção Sport & História
A coleção Sport & História publica investigações que tenham as práticas corporais institucionalizadas como objeto central. Esporte, educação física, dança, capoeira, ginástica, práticas corporais alternativas são encarados como uma possibilidade de discussão de determinado contexto, em seus aspectos sociais, culturais, econômicos e/ou políticos.

Pedalando na modernidade
A bicicleta e o ciclismo na transição do século XIX para XX
André Maia
Final do século XIX, início do XX: a criação da bicicleta e de seus usos, vista principalmente como um novo meio de transporte, no cotidiano de Paris e Rio de Janeiro. Percebe-se porque um dos símbolos da identidade nacional francesa, o ciclismo, não teve a mesma projeção na cidade maravilhosa.

Nações em jogo
Esporte e propaganda política em Vargas e Péron

Maurício Drumond
Relação entre esporte e cultura política, por meio da comparação de dois regimes políticos latino-americanos: a era Vargas no Brasil (1930- 1945) e os dois primeiros mandatos de Juan Domingo Péron( 1946-1852 e 1952-1955), na Argentina. Ambos utilizaram o esporte como propaganda política e instrumento para garantir a permanência do poder e sua legitimidade política.

Urbanidades da natureza
O montanhismo, o surfe e as novas configurações do esporte no Rio de Janeiro

Cleber Dias
O livro investiga como os esportes praticados em ambientes naturais foram assimilados no Rio de Janeiro. O autor mostra como o surfe e o montanhismo proporcionaram à população uma nova relação com o urbano e se firmaram na cidade juntamente com algumas mudanças de costumes:a voga da alimentação natural e a busca de contato com a natureza.

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6 Respostas

  1. quero publicar o meu primeiro livro e não sei,com quem!e tambem não sei como tenho que fazer? se vcs sabem, por favor entre em contato’ 93319476

  2. Bom dia!
    Estamos trabalhando na area de AUDIO LIVRO,temos uma aparelhagem de primeira linha e pessoal habilitado para isso,caso haja interesse entre em contato. (21) 85570361 ou email-escutarte@gmail.com
    Att
    Carlos Carvalho

  3. itapeba

  4. maricá

  5. fahupe quimica

  6. eu quero é botar meu bloco na rua,sergio sampaio

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