The Grid System

Diz-se que regras foram feitas para serem quebradas. Mas, para tanto, é preciso conhecê-las bem; e, em se tratando de design editorial, o grid é a regra mais elementar, e, portanto, discutida, dentre os princípios tipográficos que regem a organização visual de informações.

Condenado por uns, louvado por outros, o grid tipográfico é um dos princípios organizadores do design gráfico, sendo considerado por muitos o principal alicerce de um sólido projeto editorial. Adotando noções de hamornia e equilíbrio, o grid faz parte de nosso dia-a-dia; basta olhar para a disposição geométrica dos boxes nesse blog para se compreender sua abrangência e sistematização.

Sua construção é uma arte, e sua desconstrução, quando bem pensada, também o é, não sendo possível considerar um projeto mais ou menos ousado como uma peça de design superior à outra, mais tradicional. Entender seu funcionamento é dedicar um olhar mais cuidadoso à história da tipografia ocidental, e, porque não, a própria história da arte em si.

Tendo em mente a importância histórica e prática desse princípio organizador, o site  The Grid System é uma das bases da dados mais completas sobre a estruturação do grid e suas aplicações.

Rigidamente dividido em seções contendo artigos, ferramentas, e textos teóricos, em The Grid System pode-se encontrar informações confiáveis sobre grids “famosos”, como a proporção áurea, até arquivos abertos em indesign com templates de grids, ferramenta bastante útil para quem não gosta de tomar seu tempo com cálculos.

Entender que o bom uso do grid provém de uma escolha projetual, e não consensual, faz de The Grid System um dos mais interessantes sites sobre o tema. É uma boa dica  para quem conhece o livro do Timothy Samara e quer ir um pouco mais além. Recomendo! 😉

Alemanha lê cada vez menos

Mal sabem para que serve um livro

Mal sabem para que serve um livro

Para quem acha que a falta de leitores é um problema somente do mercado brasileiro está muito enganado. O fantasma do baixo índice de leitura pode atingir também países com forte tradição em leitura como a Alemanha. Um estudo recente da Fundação Lesen (”ler” em alemão) de Mainz constata uma triste realidade: os alemães estão lendo cada vez menos. “Ler muito tempo me cansa demais”, justificam os alemães. A pesquisa partiu das seguintes questões: o que lê a população, como lê, por que e por quanto tempo? Ler na Alemanha 2008, o terceiro estudo da série sobre o comportamento de leitura, revela uma mudança nos hábitos da nação. Com tendências positivas e negativas.

O prazer de ler escasseia no país. Enquanto em 2000 um terço da população adulta e adolescente da Alemanha ainda lia entre 12 e 50 livros por ano, em 2008 apenas um quarto cumpre o mesmo volume de leitura. Outros 25% da população nem encostam o dedo num livro, uma proporção que se manteve constante nos últimos anos. Culpa das novas mídias ou da falta de estímulo?

Os pesquisadores de Mainz atribuem acreditam que isso se deva à falta de exemplo dos pais. Assim quase a metade dos entrevistados entre 14 e 19 anos de idade jamais recebeu um livro de presente na infância, o que certamente reduz o desempenho em quase todas as disciplinas.

Por outro lado, os estudos apontam um crescimento de leitores entre os descendentes de imigrantes. A pesquisa trouxe aqui uma descoberta surpreendente: uma nova “classe média de leitores”, formada por adultos com histórico de migração, porém com bons conhecimentos do idioma alemão. Cerca de 36% dos entrevistados com ascendência estrangeira admitiram que, várias vezes por semana, se entregam inteiramente à leitura, 11% até mesmo todos os dias.
Impresso ou eletrônico?
Como em outros países industrializados, na Alemanha “ler” significa, cada vez mais, “ler no monitor”. Porém o estudo também mostrou que a maioria não abriria mão do livro impresso. O motivo é que na tela é mais fácil o leitor se perder.
Convivência pacifica

Convivência pacífica

O novo estudo confirmou a impressão – presente desde a pesquisa de 2005 – de que o livro e as novas mídias são dois mundos completamente distintos. Mas que agora convergem.

Hoje já há leitores mais ligados à informação, que talvez ainda não leiam todo um livro na tela, mas não teriam problema se sua revista especializada fosse oferecida online. “E isso vai obviamente modificar muito todo o mercado livreiro”, prevê o encarregado de imprensa da Fundação Lesen.
 

Fonte: DW-World 

China inaugura biblioteca monumental

Folha de São Paulo – 15/09/2008 – por Raul Juste Lores

Uma longo retângulo suspenso de 120 metros de comprimento em aço escovado e vidro é a marca do novo prédio da Biblioteca Nacional da China. Inaugurado nesta semana, o anexo que custou o equivalente a R$ 350 milhões demonstra que obras de impacto continuam a mudar a paisagem mesmo após a Olimpíada. A Biblioteca virou a terceira maior do mundo com a nova construção. O antigo prédio, que não pode sofrer reformas por ser patrimônio nacional, guarda os tesouros da instituição e só pode receber visitas de acadêmicos e pesquisadores. O anexo é para o público geral – e feito para impressionar. Com 80 mil metros quadrados, tem 2.900 assentos, 460 computadores e oferece acesso à internet sem fio (wi-fi). Os usuários podem usar leitores de livros digitais em palmtops para acessar os mais de 200 mil gigabytes de arquivo digital da instituição.

Homens e Livros

José Olympio é homenageado pelos netos com biografia e exposição na Biblioteca Nacional sobre a história de sua editora, uma das mais importantes do Brasil

A “Casa”. Era assim que José Olympio chamava a editora que inaugurou em 1932, inicialmente na Rua do Ouvidor, no Rio de Janeiro. Nada mais exato. Até a sua morte aos 87 anos, em 1990, a Editora José Olympio foi o endereço cultural não só do Rio, mas do país, freqüentado por jovens autores que se tornariam grandes nomes da literatura nacional.
Uma vasta lista de “imortais” como Ana Maria Machado, Nélida Piñon, Ledo Ivo, Ivan Junqueira e Eduardo Portella estavam presentes na abertura da exposição “José Olympio – O Editor e Sua Casa”, na noite de terça-feira (29), na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.

A exposição é um desdobramento do livro José Olympio – O Editor e Sua Casa, de José Mario Pereira, também lançado no evento que marcou a comemoração de dez anos da Editora Sextante, dirigida pelos netos do editor, Marcos e Tomás da Veiga Pereira.
O livro, uma homenagem dos netos ao avô, foi concebido em 2002, em um almoço entre Marcos, José Mario e Victor Burton, que seria o responsável pelo projeto gráfico das 424 páginas ricamente ilustradas com fotografias, bilhetes, capas de livros e correspondências entre José Olympio e os autores que publicou.
Além de inúmeras fotografias e publicações da “Casa”, também se destaca uma seção dedicada aos 207 títulos que compuseram a Coleção Documentos Brasileiros, da qual fizeram parte livros como Raízes do Brasil e Visão do Paraíso, de Sérgio Buarque de Holanda, e a reedição de Canudos, de Euclydes da Cunha.
“Sempre houve editores, de Monteiro Lobato em diante, mas José Olympio é um paradigma, pois intervinha na vida do país”, disse Muniz Sodré, presidente da Fundação Biblioteca Nacional, em discurso na abertura da exposição.
(Fonte: Caderno G – Gazeta do Povo)

Exposição “José Olympio – O Editor e sua casa”. A mostra vai até 22 de agosto e conta com fotografias, manuscritos, capas de Cândido Portinari, Di Cavalcanti, Iberê Camargo, além de escritores. O acervo José Olympio é composto por 6.094 livros, incluindo edições príncipes (primeiras edições) e cerca de 100 mil documentos manuscritos e iconográficos. A exposição pode ser visitada de segundas às sextas-feiras, de 10h às 17h e aos sábados, de 10h às 15h.
OBS: A professora Ana Sofia fará uma visita à exposição nesta quinta-feira (21) com os alunos de “História das editoras” e “Layout editorial”, mas o convite é para todos os alunos de PE que se interessarem. A “caravana” sairá da ECO às 11h.