Nosso meio na mídia: CBN Noite Total

Na noite do dia 08 de Julho de 2010, foi ao ar no programa CBN Noite Total uma entrevista sobre a relação do governo e das editoras na aquisição de livros didáticos.

Para responder à questão “Governo financia a produção de livros didáticos, mas não pode dispor dos textos como bem entender: quais são os prejuízos para a educação?” foi convidado o professor Ocimar Munhoz Alavarse, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo.

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A Editora Phaidon compra “Cahiers du Cinéma”

cahierducinemaUma editora de livros de arte, a Phaidon Press, comprou a famosa revista Cahiers du Cinéma da Société Editrice du Monde (do jornal “Le Monde”). A notícia é da revista britânica The Bookseller.

Richard Schlagman, proprietário da Phaidon, é citado dizendo: “Estou deliciado por ter tomado conta deste venerável título. A revista tem uma história extraordinária, embora em anos mais recentes se tenha debatido com problemas. Estou determinado a fazer com que os Cahiers du Cinéma voltem a ter papel central no mundo do cinema e voltem a ser indispensáveis para os seus participantes e aspirantes.”

David Guiraud, diretor do Le Monde, está convencido que a Phaidon vai continuar a desenvolver os Cahiers du Cinéma no “total respeito pela história e valores desta mítica revista.” A revista foi fundada em 1951, ali se consagraram grandes nomes da sétima arte como Jean-Luc Godard, François Truffaut, Jacques Rivette e os outros que fariam a “nouvelle vague”.

Fonte: The Bookseller

Ascensão lenta, mas consistente

1. O Brasil é um país de poucos leitores, que em geral refutam os grandes autores e compram livros de baixa qualidade. E a nova geração, que foge da leitura e prefere diversões eletrônicas, ameaça a sobrevivência do mercado editorial.

2. O Brasil é um país de poucos, mas cada vez mais numerosos, leitores. Gêneros como auto-ajuda, educação financeira e literatura de entretenimento colaboram para essa popularização. E a nova geração, estimulada pelo fenômeno “Harry Potter”, lê mais que a de seus pais.

Avaliações feitas por empresários do mercado editorial costumam se alternar entre as duas descrições acima. Em geral, os livreiros mais antigos, donos de tradicionais lojas de rua, defendem a primeira opção. Executivos que comandam grandes editoras ou redes de livrarias, com forte presença em shoppings, são partidários da segunda. Ao menos em relação ao número de leitores e às vendas de livros, os números dão mais razão à alternativa otimista.

É verdade que menos de 30 milhões de brasileiros são considerados leitores ativos – e mesmo esses lêem, em média, menos de quatro livros por ano, segundo a Câmara Brasileira do Livro (CBL). Mas o número de exemplares vendidos têm crescido. “É um movimento bastante gradual, mas todas as pesquisas mostram que tem crescido o número de leitores, e o número de livros que cada um lê por ano”, diz Flávia Ghisi, professora do Provar/FIA.

Em 2007, as vendas da indústria editorial cresceram 6% sobre o ano anterior, com uma boa notícia: as vendas ao consumidor final subiram 8,2%, bem mais que o avanço de 3% das encomendas do governo – que ainda responde por quase 40% do volume vendido e 24% dos pouco mais de R$ 3 bilhões faturados pelas editoras do país.

“É evidente que o mercado incorporou novos leitores quando um livro como ‘A cabana’ [de William P. Young] lidera por meses a lista de mais vendidos. Isso seria impensável na década passada. Há dez anos, um livro vender 100 mil exemplares no Brasil era extraordinário. Hoje o teto é bem mais alto, e não é raro vermos obras vendendo 1 milhão de unidades”, diz a diretora editorial da Record, Luciana Villas-Boas.

Nova geração

Em 2007, a produção de livros de literatura infantil e juvenil cresceu quase 15% e superou a produção de literatura adulta, segundo a CBL – dois anos antes, a edição de livros para adultos era 11% maior. Com 23,3 milhões de exemplares produzidos no ano passado, o gênero infanto-juvenil ficou atrás apenas dos livros religiosos (25,4 milhões) e das obras de educação básica (213 milhões). Dados que colocam em xeque a idéia de que a nova geração não se interessa por leitura.

“Os jovens de hoje lêem muito mais que seus pais. Coleções como a ‘Vaga-Lume’ e a ‘Para Gostar de Ler’ fizeram uma revolução nas escolas. A minha geração, por outro lado, foi punida pela escola, que nos obrigava a ler livros áridos logo de início”, diz Marcos Pedri, diretor comercial da Livrarias Curitiba. Para Flávia Ghisi, do Provar/FIA, é a combinação entre popularização do livro e aumento do interesse do público jovem que vai garantir a expansão do mercado em 2009. (FJ)

Fonte:  Gazeta do Povo

Editora cancela publicação de livro para não sofrer represália

Olha que interessante, pessoal. Em pleno século XXI, um livro de ficção sobre a noiva infante do profeta Maomé, The Jevel of Medina, teve sua publicação cancelada, ou melhor, adiada, pela própria editora (a americana Random House) com medo de sofrer represália. A novela conta a vida de A’isha, considerada a esposa favorita de Maomé, desde o seu noivado, aos seis anos de idade, até a morte do profeta. O editor teve receio de que o livro fosse considerado ofensivo para os muçulmanos a ponto de incitar atos de violência de segmentos radicais. A obra, que narra a história de amor entre Maomé e A’isha, foi escrita pela jornalista Sherry Jones e deveria chegar às livrarias na próxima terça-feira.

A decisão da editora só veio a público depois que Asra Nomanim, escritora e acadêmica muçulmana, revelou publicamente em sua coluna no jornal americano The Wallm o caso do livro Versos satânicos, do britânico Salman Rushdie. Em 1988, o livro provocou indignação em parte do mundo muçulmano. Uma fatwa (ordem de execução) foi declarada contra Rushdie pelo então líder espiritual iraniano, aiatolá Khomeini, forçando o autor a viver escondido por uma década. A editora, temendo uma reação semelhante à essa publicação, sugeriu à Sherry Jones que procurasse outra editora.

E pensar que nós, brasileiros, tivemos situações semelhantes nos períodos dos “anos de chumbo” (1960 a final dos anos 1970), em que muitos editores tiveram suas editoras fechadas, seus livros apreendidos e queimados, por terem conteúdo “difamatório” e “atentado público ao pudor” etc. A decisão da Random House, da não publicação, pode ter sido uma infeliz estratégia e certamente eles não quiseram se arriscar a passar pelo o que nossos editores passaram. Isso me faz pensar que o papel do editor vai muito mais além do que simplesmente publicar. E aqui começa uma longa reflexão para a nossa carreira profissional.

Fonte: BBC Brasil

Homens e Livros

José Olympio é homenageado pelos netos com biografia e exposição na Biblioteca Nacional sobre a história de sua editora, uma das mais importantes do Brasil

A “Casa”. Era assim que José Olympio chamava a editora que inaugurou em 1932, inicialmente na Rua do Ouvidor, no Rio de Janeiro. Nada mais exato. Até a sua morte aos 87 anos, em 1990, a Editora José Olympio foi o endereço cultural não só do Rio, mas do país, freqüentado por jovens autores que se tornariam grandes nomes da literatura nacional.
Uma vasta lista de “imortais” como Ana Maria Machado, Nélida Piñon, Ledo Ivo, Ivan Junqueira e Eduardo Portella estavam presentes na abertura da exposição “José Olympio – O Editor e Sua Casa”, na noite de terça-feira (29), na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.

A exposição é um desdobramento do livro José Olympio – O Editor e Sua Casa, de José Mario Pereira, também lançado no evento que marcou a comemoração de dez anos da Editora Sextante, dirigida pelos netos do editor, Marcos e Tomás da Veiga Pereira.
O livro, uma homenagem dos netos ao avô, foi concebido em 2002, em um almoço entre Marcos, José Mario e Victor Burton, que seria o responsável pelo projeto gráfico das 424 páginas ricamente ilustradas com fotografias, bilhetes, capas de livros e correspondências entre José Olympio e os autores que publicou.
Além de inúmeras fotografias e publicações da “Casa”, também se destaca uma seção dedicada aos 207 títulos que compuseram a Coleção Documentos Brasileiros, da qual fizeram parte livros como Raízes do Brasil e Visão do Paraíso, de Sérgio Buarque de Holanda, e a reedição de Canudos, de Euclydes da Cunha.
“Sempre houve editores, de Monteiro Lobato em diante, mas José Olympio é um paradigma, pois intervinha na vida do país”, disse Muniz Sodré, presidente da Fundação Biblioteca Nacional, em discurso na abertura da exposição.
(Fonte: Caderno G – Gazeta do Povo)

Exposição “José Olympio – O Editor e sua casa”. A mostra vai até 22 de agosto e conta com fotografias, manuscritos, capas de Cândido Portinari, Di Cavalcanti, Iberê Camargo, além de escritores. O acervo José Olympio é composto por 6.094 livros, incluindo edições príncipes (primeiras edições) e cerca de 100 mil documentos manuscritos e iconográficos. A exposição pode ser visitada de segundas às sextas-feiras, de 10h às 17h e aos sábados, de 10h às 15h.
OBS: A professora Ana Sofia fará uma visita à exposição nesta quinta-feira (21) com os alunos de “História das editoras” e “Layout editorial”, mas o convite é para todos os alunos de PE que se interessarem. A “caravana” sairá da ECO às 11h.