Em primeira pessoa: enquete e comentários

Finalizada há um tempo, ainda chama a atenção o resultado da enquete sobre o que deveriam fazer as editoras em tempos de crise. Um editor americano certamente estaria assustado com a opção vencedora e a lanterninha. De fato é justamente o contrário da experiência americana no atual biênio.

Espantado, qual o imaginário publisher americano, fiquei imaginando as justificativas que cada um dos 31 votantes pensou antes de optar por uma das soluções. Antes de propor as questões, porém, deixo claro que estou desconsiderando as alternativas ausentes na enquete.

Refletindo sobre a opção vencedora é inevitável imaginar o quanto é difícil inserir um novo autor no mercado, mesmo em tempos bons. Qual a receptividade dos novos autores pelo público, nas livrarias e nos meios de comunicação? É rentável ou seguro apostar em novos escritores em tempos de economia estável? Seria a crise global um bom momento para investir em novos autores? Com o mercado quebrado é mais tentador investir algum dinheiro em um desconhecido brasileiro que uma boa quantia em um título que esteja com boas vendas em alguns países?

De fato as apostas são mais nobres que buscar um porto seguro, mas estando a frente de uma editora com escolhas a serem feitas, cada um manteria a opção na qual votou?

Em tempos: se você fosse Schwartz (editora brasileira) colocaria suas fichas no novo Dan Brown, no Jorge Amado ou em jornalista de segundo caderno com seu primeiro romance? E na frente de uma editora americana ou europeia, qual seria a aposta?

Enquete: você acha que o curso de PE/UFRJ precisa de um site?

Resultado

Urgente!!! – 81%
Sim – 18%
O site da ECO está bom – 0%
Não precisa, o curso sobrevive sem isso – 0%

Total: 22 votos