Lançamento do livro “Mauro Ribeiro Viegas, a construção de uma vida” na Livraria Argumento

mauroribeiroviegas_prositeForam trinta horas de gravação e muitos depoimentos reunidos por amigos, colegas de trabalho e familiares para se escrever sobre Mauro Ribeiro Viegas que, ao voltar à sua cidade natal, o Rio de Janeiro, aos dez anos de idade, sofreu um impacto ao ver a Praça Paris, sentindo naquele momento que seu negócio seria trabalhar pela cidade, para a cidade. As inúmeras histórias que abrangem a esfera pública, acadêmica e privada deste homem inspiraram a Réptil Editora a lançar a biografia “Mauro Ribeiro Viegas – A construção de uma vida”.

Escrito pela jornalista Lilian Fontes, o livro conta a trajetória profissional do professor Mauro Ribeiro Viegas, um dos grandes batalhadores pela saúde no meio ambiente e fundador das Empresas Concremat, considerada uma das maiores empresas de engenharia e de gerenciamento de grandes empreendimentos no Brasil há mais de 55 anos, que atua nas áreas de energia, transportes, petróleo e meio ambiente.

Ler sobre a vida deste professor é passear pela história de nosso país; é conhecer mais sobre a cidade do Rio de Janeiro, suas políticas, seus entraves; é se inteirar sobre a situação dos recursos hídricos, sobre a atuação da Agência Nacional de Águas (ANA), criada pelo governo de Fernando Henrique Cardoso, dentre outros tão importantes acontecimentos.

“Mauro Ribeiro Viegas – A construção de uma vida” mostra que Mauro faz parte de uma geração brilhante, que planejou o Rio de Janeiro. “Um homem que abraçou causas muito à frente de seu tempo”, declara José Antônio Nascimento Brito. “Uma pessoa de altíssima qualidade, tanto como profissional quanto pelo seu lado humano”, revela Carlos Lessa. “Um homem que fez parte de uma geração onde a honestidade e a preocupação em construir um país estavam acima de tudo”, declara Maristela KubitschekLopes. Os depoimentos só reforçam o que suas atuações e sua maneira de conduzir seus negócios comprovam. “Um homem realista, muito pé-no-chão”, conta José Roberto Marinho, que o conheceu há 15 anos através das atuações do professor nas discussões sobre as bacias hidrográficas.

Casado há 64 anos com D. Elza, Mauro, aos 89 anos, tem seis filhos, 13 netos e quatro bisnetos, e mais um que está a caminho. Viegas é prefeito da Universidade Federal do Rio de Janeiro, diretor da Fundação Parques e Jardins, secretário geral de Viação e Obras Públicas do Rio de Janeiro, provedor da Imperial Irmandade de Nossa Senhora da Glória do Outeiro e Personalidade Brasil de Meio Ambiente, além de ser membro do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul, do Conselho Nacional de Recursos Hídricos, do Conselho da Associação dos Amigos do Jardim Botânico, do Rotary Club do Rio de Janeiro e do Conselho Diretor da Policlínica do Rio de Janeiro, assim como presidente do Instituto Preservale. O que singulariza Mauro Viegas, porém, é seu espírito cívico, que o leva a participar do que é útil ao seu país e ao seu estado, à sua cidade e ao seu bairro.

A publicação, adequada aos padrões de respeito ao meio ambiente e inteiramente produzida com papel reciclado, será lançada na Livraria Argumento – Rua Dias Ferreira 417, dia 27, às 19h.

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Acordo Ortográfico – V Editor em Ação

A terceira mesa do V Editor em Ação, cuja temática foi o impacto do novo acordo ortográfico, contou com a presença de Domício Proença, professor e representante da Academia Brasileira de Letras, Rachel Valença, revisora da Casa de Rui Barbosa, e Sérgio França, coordenador editorial da Editora Record. O encontro foi mediado pela professora Maura Sardinha.

Domício Proença iniciou a discussão traçando um histórico dos acordos ortográficos entre os países de lusófonos e explicando o principal motivo pelo qual estes acordos não entraram em vigor como se pretende atualmente – a legitimação. Segundo o professor, para que aconteça uma mudança destas no idioma oficial destes países, são necessários a aprovação do Congresso Nacional e um decreto assinado pelo presidente da república.

O palestrante, em seguida, falou da situação da língua portuguesa diante das “línguas nacionais” em alguns países: o número de falantes varia entre 60% e 70% em Angola, por exemplo, e não chega a 10% no Timor-Leste, onde há um movimento para tornar o inglês a língua oficial. Domício relembrou também que em 1996 atingiu-se o número necessário de países signatários – três (Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe) – e que houve uma pequena confusão em 1997, quando o acordo deveria ter entrado em vigor não fosse a espera pela adesão de Portugal.

Sobre o acordo ortográfico em si, o professor afirmou que este não muda a língua, apenas a roupagem de algumas palavras; não unifica a grafia, apenas simplifica; privilegia o aspecto fonético, mas não despreza o etimológico; atinge apenas 0,5% das palavras usadas pelo brasileiro e 1,6% do vocabulário português; e respeita as diferenças entre os países (Antônio e António, por exemplo, continuarão a existir no Brasil e nos demais países, respectivamente). Domício ressaltou ainda a grande capacidade de adaptação do brasileiro e o gosto pela novidade, lembrando que nas mudanças ortográficas anteriores (1943 e 1971) não houve confusão.
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Direito Autoral – V Editor em Ação

Teve início hoje o V Editor em Ação (II Seminário de Estudos sobre o Livro) com a palestra Direito Autoral na Produção Editorial. Neste primeiro encontro foram abordadas as questões a respeito dos direitos do autor e direitos de propriedade de uma obra intelectual, principalmente o livro. Os palestrantes, no entanto, não se ativeram à explicação da legislação que trata do assunto, trouxeram reflexões, problemas e propostas para repensar o direito autoral em uma época marcada pelo enorme alcance Internet. O palestrante José Vaz, coordenador substituto de Direitos Autorais da Secretaria de Políticas Culturais do Ministério da Cultura, apresentou alguns dos problemas presentes na lei que regula os direitos autorais. Segundo Vaz, a legislação atual favorece uma política de concentração, exemplificada pela indústria fonográfica, na qual as quatro grandes gravadoras lançaram 50 discos em um ano e dominaram 85% da programação musical das rádios, restando 15% para as independentes e afins, que lançaram 300 títulos no mesmo período.

Outros problemas apontados pelo palestrante foram: a lacuna na lei no que se refere a criações coletivas tradicionais e aos conhecimentos gerados por comunidades indígenas, por exemplo; o fato de o Brasil ser um dos poucos países onde não há remuneração pela cópia privada e um dos 20% que exigem autorização formal do autor mesmo quando se trata da preservação de acervo. Por fim, José Vaz colocou em questão uma lei que já foi descumprida por praticamente todos os cidadãos, deixando claro que não incentiva o desrespeito à lei, mas a correção e adequação desta lei. O palestrante afirmou também que muitos destes problemas requerem uma política cultural, que não deixa de passar pela questão dos direitos autorais.

Carlos Afonso Pereira de Souza, coordenador adjunto do Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV Direito Rio, começou reforçando as críticas. Segundo o palestrante, um dos problemas brasileiros é estabelecer o marco penal antes do marco civil. A legislação sobre a Internet, por exemplo, começa pelo seu aspecto criminal. Por conta disto, falar sobre direitos autorais no Brasil virou sinônimo de falar sobre pirataria e outras infrações e crimes. Em seguida, o palestrante contrapôs o modelo tradicional de produção (acesso restrito, interatividade unitária e colaboração inexistente) aos novos modelos (acesso amplo, interatividade plural e colaboração estimulada) e mostrou o Creative Commons como uma saída para a formalidade da autorização para uso de uma obra intelectual. Carlos Afonso terminou tratando das inovações tecnológicas, dizendo que o direito autoral não deve restringí-las. Antes de proibir qualquer tecnologia, deveriam ser feitas três perguntas: existe a possibilidade de uso lícito? Existe um meio menos gravoso? E qual a eficácia da proibição?

Por último, Dalízio Barros, advogado coordenador da área criminal da Associação Brasileira de Direitos Reprográficos e colaborador da Abrelivros, explicou o trabalho da ABDR e explicitou que o maior problema para as editoras não são alunos que copiam material para as aulas, mas as copiadoras que comercializam cópias ilegais de livros inteiros, competindo injustamente com o original. O advogado mostrou também que hoje o maior desafio da ABDR é a Internet a apresentou um projeto consagrado em outros países e relativamente recente no Brasil: o Portal Pasta do Professor. Este portal – uma parceria entre editoras, instituições de ensino, professores e pontos de venda – permite que o aluno faça uma cópia legal de materiais disponibilizados por seu professor. Esta cópia registrada fica um pouco mais cara que a ilegal, mas garante que os autores dos textos recebam a porcentagem referente aos direitos autorais.

O encontro foi encerrado com as perguntas dos presentes e com o comentário do professor Joaquim Welley, mediador da mesa, de que é preciso mudar a cultura do brasileiro para combater estes crimes e ilícitos contra os direitos autorais.

Produção de livros na América do Sul em debate na ECO

O que há de diferente e de comum na produção de livros em mercados como os da Argentina, Colômbia e Brasil? Esta será uma das questões a ser debatida durante o V Editor em Ação, evento do curso de Produção Editorial da Escola de Comunicação da UFRJ, que acontece de 28 a 31 de outubro e 3 de novembro.

O encontro, que reunirá representantes editoriais dos três principais mercados da América Latina, será realizado no auditório Anísio Teixeira, da Faculdade de Educação da UFRJ, e no Salão Dourado do Fórum de Ciência e Cultura, ambos no campus da Praia Vermelha.

Outro tema do evento, que tem ganhado relevância principalmente em tempos de internet, será debatido na mesa sobre Direito Autoral. Terá a presença de representantes do Ministério da Cultura, da Associação Brasileira de Direitos Reprográficos (ABDR) e do projeto Creative Commons, que trabalha com a idéia de “licenças flexíveis” para obras intelectuais.

Nos cinco dias do Editor em Ação, serão ainda contemplados os temas Marketing Editorial, Acordo Ortográfico e Leitura e Mercado do Livro.

As inscrições podem ser feitas enviando um e-mail (contendo nome completo, vínculo institucional ou profissional e dias em que pretende parcipar do evento) para editoremacao5@gmail.com ou meia hora antes do início de cada palestra.

Confira a programação completa aqui.