Bate-papo com André Midani na FNAC

midaniAmanhã, dia 11 de novembro, André Midani, autor de “Música, ídolos e poder – Do vinil ao download” (Ed. Nova Fronteira),  estará na FNAC Barra, às 20h, para um bate-papo com Lula Vieira.  Para quem não sabe, a FNAC Barra fica na Av. das Américas, 4666 loja B 101/114 – Barra Shopping.

Depois de 2007 em que as atenções se voltaram para “Roberto Carlos em detalhes” (Planeta), de Paulo Cesar de Araújo, recolhido das livrarias por ação do cantor, agora o alvo é a autobiografia de André Midani. A família do nonagenário Enrique Lebendiger, ex-dono da RGE, exige que o livro de Midani também seja recolhido, pelo fato de o autor dizer que Lebendiger “era figura exótica que não tinha capacidade nem seriedade profissional para acompanhar a carreira de um profissional do calibre de Chico Buarque”.

Na tentativa de chegar a uma solução pacífica, a editora Nova Fronteira propôs um acordo à família de Lebendiger, em que se compromete a retirar das próximas edições da biografia o trecho incômodo. De acordo com a editora, ainda não houve uma resposta.

“Música, ídolos e poder” foi lançado em setembro, com uma tiragem de 30 mil exemplares. O livro é um relato de décadas de atuação no mercado fonográfico brasileiro de Midani, um executivo que passou por gravadoras como Odeon e Phonogram e que, hoje, aos 76 anos, está aposentado. A biografia já vendeu mais de 20 mil exemplares.

Mercado editorial português: FNAC e os 10%

Semana passada, a FNAC foi notícia nos jornais portugueses (merecendo chamada inclusive em primeira página, para vocês terem tamanho da repercussão da notícia). O motivo? A suspensão da política de conceder 10% de descontos na venda de todos os livros a qualquer comprador, restringindo o desconto apenas aos detentores do cartão da loja.

Contextualizando: a rede francesa chegou ao território português em 1998, e foi a responsável por trazer para Portugal o conceito de espaço de entretenimento às livrarias, com cafés e programação culturais, assim como em todas as suas filiais espalhadas pelo mundo. Indo contra o padrão de atendimento despreparado dos empregados das grandes livrarias (e também de como funciona a FNAC original), procurou contratar funcionários especializados em pelo menos algum gênero de literatura. (Ou seja, uma Livraria da Travessa com ares de megastore.) Na parte administrativa, buscou adquirir livros de fundo de catálogo não disponíveis em outras livrarias e fez a alegria dos pequenos editores portugueses, efetuando compras diretas dos livros (ao invés de consigná-los). Claro que isto fez com que as pequenas livrarias tremessem nas bases, como acontece sempre que uma megastore chega às redondezas, mesmo com a a política do preço fixo dos livros vigente em Portugal. Mas, obviamente, as pequenas não tem o mesmo poder da FNAC de oferecer desconto em TODOS os livros. Em 10 anos, todas essas práticas aliadas ao “Preço Verde” (os tais 10% de desconto) tornaram a FNAC líder de vendas no segmento de livros no país.

Fidelização ou “curralização” da clientela? Em breve saberemos se esta mudança atrairá ainda mais aderentes ao cartão FNAC, ou se a antipatia pela decisão acabará por reduzir a sua clientela.

(Com informações extraídas do Blogtailors)