O Baú do Seu Machado

o-bau-do-seu-machadoNeste sábado, dia 29 de novembro, haverá contação de histórias com o lançamento do livro O Baú do Seu machado, de Márcia Kaskus e Silvia Eleutério, na Saraiva do Rio Sul, às 16h.

O Baú do Seu Machado (Editora: Zeus, 21 x 28 cm, 32 páginas) traz novo fôlego de ineditismo e originalidade às adaptações do “Bruxo do Cosme Velho”, destinadas ao público infantil, ao transformar o autor em personagem para dialogar com suas criações. Na obra, Seu Machado é um escritor que perde a memória e, com ela, seus personagens! Com seu cãozinho Quincas Borba aventura-se num enredo cheio de peripécias.

Sílvia Eleutério e Márcia Kaskus habilmente costuram, com leveza e humor, um texto de linguagem acessível e atraente a jovens leitores. Com encantadoras e delicadas ilustrações de Victor Tavares, o livro é um convite a crianças, jovens e adultos, estimulando a leitura da obra de Machado de Assis bem como novas releituras.

Dia: 29 de novembro

Horário: 16 horas

Local: Saraiva Rio Sul – Rua Lauro Muller, 116  Botafogo

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A três por dois*

Apenas para iniciar o debate (com pretensões de desenvolvê-lo em conjunto em outro momento), aumentar as vendas de livro é uma preocupação constante; pouco se fala, no entanto, em ampliar o número de leitores. Embora pareça uma relação lógica, nem sempre assim é tratada. Freqüentes são as soluções que apontam para as vendas governamentais. Compra o governo. E quem lê? Objetivamos vender material? Ou nos interessa sobretudo o que há de mais imaterial na produção de livros: as idéias, os conceitos, as histórias e toda a relação de construção de fantasia e/ou conhecimento no contato do leitor?

Sem dúvidas, o fascínio pelas letras que podem contar histórias inicia-se justamente no momento desta descoberta: a infância. Reside aqui o enorme desafio de conquistar os novos leitores, contudo é muito usual que os livros acabem virando mais traumas que boas recordações. E quem haveria de sofrer mais com isto tudo? Homero, Guimarães Rosa, Eça de Queiroz, Mark Twain e companhia. “Clássico é chato” é uma heresia tão corriqueira que já nem mais soa estranha. Parece que a metodologia das escolas brasileiras – obrigando os alunos a ler para avaliações – não tem dado resultados satisfatórios.

Para falar sobre leitura na infância, poucas pessoas teriam tanta propriedade no Brasil quanto Ana Maria Machado. No livro Como e por que ler os clássicos universais desde cedo (Objetiva, R$32), a autora aborda essa questão focando nos clássicos. Longe, porém, de ser um estudo cansativo, a leitura deste livro acaba tomando um novo viés ao criar uma vontade de mergulhar nas obras ali citadas. Fica a recomendação também de outro volume da série, Como e por que ler a literatura infantil brasileira (Regina Zilberman, Objetiva, R$ 32)

Com tantos títulos bons nestes dois volumes, fica difícil saber por onde começar. Uma das opções mais tentadoras é Moby Dick de Herman Melville na edição luxuosa da Cosac Naify (de R$64 a R$99). O projeto caprichado aumenta ainda mais o prazer desta leitura. E, não bastassem a recomendação e a excelente edição, o site SparkNotes (em inglês) contém um excelente guia para a leitura deste clássico e de outras obras (em especial as literaturas americana e inglesa).

E tem início a discussão!

*Desordenadamente