“Dinheiro eu não tenho, mas estou aqui com uma caixa cheia de livros. Quer um?”

221-retrato2É o que perguntou Rodrigo Ratier em sua excelente matéria “Vale mais que um trocado” para a Revista Escola da Abril. Ao sair pelas ruas de São Paulo, Rodrigo ofertou livros a pedintes, artistas circenses, vendedores ambulantes,  enfim, pessoas de todas as idades que fazem seu ganha-pão nos congestionamentos da cidade.

Com uma enorme caixa de papelão cheia de livros, desde clássicos da literatura até livros infantis atuais, Rodrigo levou sua proposta a 13 pessoas e não obteve nenhuma recusa. E houve pessoas que até pediram mais. Além de ser bem elaborada, a matéria constata que o  livro e leitura não são feitos apenas para uma elite como se ouve por aí, mas é uma questão de acesso e formação.

Leia a matéria aqui.

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Alemanha lê cada vez menos

Mal sabem para que serve um livro

Mal sabem para que serve um livro

Para quem acha que a falta de leitores é um problema somente do mercado brasileiro está muito enganado. O fantasma do baixo índice de leitura pode atingir também países com forte tradição em leitura como a Alemanha. Um estudo recente da Fundação Lesen (”ler” em alemão) de Mainz constata uma triste realidade: os alemães estão lendo cada vez menos. “Ler muito tempo me cansa demais”, justificam os alemães. A pesquisa partiu das seguintes questões: o que lê a população, como lê, por que e por quanto tempo? Ler na Alemanha 2008, o terceiro estudo da série sobre o comportamento de leitura, revela uma mudança nos hábitos da nação. Com tendências positivas e negativas.

O prazer de ler escasseia no país. Enquanto em 2000 um terço da população adulta e adolescente da Alemanha ainda lia entre 12 e 50 livros por ano, em 2008 apenas um quarto cumpre o mesmo volume de leitura. Outros 25% da população nem encostam o dedo num livro, uma proporção que se manteve constante nos últimos anos. Culpa das novas mídias ou da falta de estímulo?

Os pesquisadores de Mainz atribuem acreditam que isso se deva à falta de exemplo dos pais. Assim quase a metade dos entrevistados entre 14 e 19 anos de idade jamais recebeu um livro de presente na infância, o que certamente reduz o desempenho em quase todas as disciplinas.

Por outro lado, os estudos apontam um crescimento de leitores entre os descendentes de imigrantes. A pesquisa trouxe aqui uma descoberta surpreendente: uma nova “classe média de leitores”, formada por adultos com histórico de migração, porém com bons conhecimentos do idioma alemão. Cerca de 36% dos entrevistados com ascendência estrangeira admitiram que, várias vezes por semana, se entregam inteiramente à leitura, 11% até mesmo todos os dias.
Impresso ou eletrônico?
Como em outros países industrializados, na Alemanha “ler” significa, cada vez mais, “ler no monitor”. Porém o estudo também mostrou que a maioria não abriria mão do livro impresso. O motivo é que na tela é mais fácil o leitor se perder.
Convivência pacifica

Convivência pacífica

O novo estudo confirmou a impressão – presente desde a pesquisa de 2005 – de que o livro e as novas mídias são dois mundos completamente distintos. Mas que agora convergem.

Hoje já há leitores mais ligados à informação, que talvez ainda não leiam todo um livro na tela, mas não teriam problema se sua revista especializada fosse oferecida online. “E isso vai obviamente modificar muito todo o mercado livreiro”, prevê o encarregado de imprensa da Fundação Lesen.
 

Fonte: DW-World 

Gráficas têm custo milionário para implantar nova ortografia

Onze dias após a mudança na forma de escrever a Língua Portuguesa, o mercado editorial está dividido, muitas empresas já aderiram à nova norma e outras têm como estratégia utilizar o período de três anos para adaptação. Daquelas que já iniciaram as mudanças estão as editoras de dicionários, segundo a International Paper (IP), as encomendas para esse tipo de publicação aumentaram. Segundo estimativa da Câmara Brasileira do Livro (CBL), a conta da adequação, considerando apenas a revisão de conteúdo e a rediagramação pode chegar a R$ 60 milhões. Um valor que corresponde a aproximadamente 4,29% do faturamento do setor que é de cerca de R$ 1,4 bi, verificado no ano passado.

Desse valor, cerca de 50% corresponde ao que o governo federal compra para o programa de distribuição do livro didático. Em 2008, o governo encomendou mais de 108 milhões de livros que custaram quase R$ 720 milhões, os números estão disponíveis no site da Fundação Nacional do Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão do Ministério da Educação e Cultura (MEC). De acordo com a assessoria de imprensa do órgão, os livros desse lote ainda não precisam atender à norma porque seu prazo de validade, que é de três anos, terminará na mesma época em que a regra passará a ser obrigatória. A partir do ano que vem até mesmo as compras governamentais deverão seguir a regra.

A outra metade do mercado é a que apresenta métodos diferentes para minimizar os problemas que a adequação do conteúdo dos cerca de 26 mil títulos que estão em segunda reimpressão poderão causar. Segundo a presidente da CBL, Rosely Boschini, essa exigência de investimentos que não inclui um eventual descarte de estoques, chegou em um momento ruim, em que a crise apertou o cinto das editoras.

“O governo já desenvolve um trabalho maravilhoso no campo dos didáticos”, disse a presidente. “Mesmo assim, o mercado editorial ainda carece de políticas públicas para incentivar a leitura no país”, cobrou Boschini. Segundo levantamento da entidade, há uma concentração das livrarias em capitais, cerca de 80% do total de menos de 3 mil. No Brasil, somente o eixo Rio-SP atende de forma adequada a população, o ideal são 10 mil pessoas por loja, hoje a média é nove vezes maior.

 

Estratégia

Entre as empresas que iniciaram a adequação de seus livros está a WMF, que surgiu em janeiro, resultado da divisão da Editora Martins Fontes. A empresa, que lançou 100 novos títulos em 2009, diz que apenas um não foi revisado por estar com as páginas internas todas impressas. O restante está de acordo. Contudo, os outros 800 títulos, herança da divisão do catálogo da antiga estrutura, deverão ser adequados no prazo de três anos, com a reedição. A outra empresa resultante da divisão, a Selo Martins, afirmou por meio de sua assessoria que irá começar a se adequar às novas regras em fevereiro, após a publicação do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP).

O setor de dicionários é um dos mais afetados. Segundo o gerente-geral de negócios para papel de impressão e conversão da IP, Antônio Gimenez, a empresa sentiu um aumento na demanda de vários clientes por papel para a impressão desses produtos. Essa procura ocorreu a partir do início do segundo semestre. Segundo Alfried Plöger, da Melhoramentos e presidente da Abigraf, foi nessa época que a empresa passou a mudar seus produtos. “Procuramos, assim como diversas empresas, escoar os estoques para chegarmos em janeiro com produtos atualizados”, explicou. “Agora, sempre há problemas, alguns livros cuja venda é mais lenta, como os de arte, de preço mais elevado, deverá ter uma parte da tiragem descartada”, revelou.

Na Companhia das Letras o custo da revisão já tem um número: é de R$ 4,5 milhões. “Serão gastos, em média, R$ 3 mil por título, sendo que temos cerca de 1,5 mil livros no catálogo”, revelou o o diretor financeiro, Sérgio Windholz. Porém, ele acredita que esse acordo abrirá a possibilidade de expandir a atuação do livro brasileiro aos países do CPLP. Essa é a mesma expectativa de Boschini, da CBL, que vislumbra um mercado estimado em, ao menos, 240 milhões de pessoas.

Fonte: DCI

Os livros na conjuntura da crise

 Rosely Boschini*

Nas crises econômicas como a atual, a indústria da cultura, na qual se incluiu o setor editorial, pode ser mais duramente afetada do que outros segmentos. O problema tende a ser mais acentuado nas nações emergentes e nas que se encontram em desenvolvimento, de modo proporcional ao que se observa em tempos de vacas gordas. Afinal, as taxas históricas do nível de emprego e inclusão social têm efetiva congruência com os índices de leitura. O brasileiro lê, em média, 4,7 livros por ano. Na Alemanha, por exemplo, são 6,3 volumes por habitante/ano; na França, sete; na Itália, cinco; e nos Estados Unidos, 8,2.

É natural que um povo que ganha mais compre mais livros, assim como bens de consumo de um modo geral. Embora haja muita verdade nesta análise, não se pode ignorar que o nível de desenvolvimento das nações guarde estreita relação de causa-efeito com a cultura, a informação e o conhecimento. Assim, neste momento de adversidade macroeconômica, é imprescindível multiplicar os esforços voltados a estimular a indústria cultural e os livros, em particular, considerando seu significado para a democratização das oportunidades e a prosperidade socioeconômica do País. Em síntese, a crise não pode interromper ou abalar de modo grave o avanço da leitura e o acesso aos bens da cultura. Ler o artigo completo.

 *Rosely Boschini, da Editora Gente, é presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL).

Ascensão lenta, mas consistente

1. O Brasil é um país de poucos leitores, que em geral refutam os grandes autores e compram livros de baixa qualidade. E a nova geração, que foge da leitura e prefere diversões eletrônicas, ameaça a sobrevivência do mercado editorial.

2. O Brasil é um país de poucos, mas cada vez mais numerosos, leitores. Gêneros como auto-ajuda, educação financeira e literatura de entretenimento colaboram para essa popularização. E a nova geração, estimulada pelo fenômeno “Harry Potter”, lê mais que a de seus pais.

Avaliações feitas por empresários do mercado editorial costumam se alternar entre as duas descrições acima. Em geral, os livreiros mais antigos, donos de tradicionais lojas de rua, defendem a primeira opção. Executivos que comandam grandes editoras ou redes de livrarias, com forte presença em shoppings, são partidários da segunda. Ao menos em relação ao número de leitores e às vendas de livros, os números dão mais razão à alternativa otimista.

É verdade que menos de 30 milhões de brasileiros são considerados leitores ativos – e mesmo esses lêem, em média, menos de quatro livros por ano, segundo a Câmara Brasileira do Livro (CBL). Mas o número de exemplares vendidos têm crescido. “É um movimento bastante gradual, mas todas as pesquisas mostram que tem crescido o número de leitores, e o número de livros que cada um lê por ano”, diz Flávia Ghisi, professora do Provar/FIA.

Em 2007, as vendas da indústria editorial cresceram 6% sobre o ano anterior, com uma boa notícia: as vendas ao consumidor final subiram 8,2%, bem mais que o avanço de 3% das encomendas do governo – que ainda responde por quase 40% do volume vendido e 24% dos pouco mais de R$ 3 bilhões faturados pelas editoras do país.

“É evidente que o mercado incorporou novos leitores quando um livro como ‘A cabana’ [de William P. Young] lidera por meses a lista de mais vendidos. Isso seria impensável na década passada. Há dez anos, um livro vender 100 mil exemplares no Brasil era extraordinário. Hoje o teto é bem mais alto, e não é raro vermos obras vendendo 1 milhão de unidades”, diz a diretora editorial da Record, Luciana Villas-Boas.

Nova geração

Em 2007, a produção de livros de literatura infantil e juvenil cresceu quase 15% e superou a produção de literatura adulta, segundo a CBL – dois anos antes, a edição de livros para adultos era 11% maior. Com 23,3 milhões de exemplares produzidos no ano passado, o gênero infanto-juvenil ficou atrás apenas dos livros religiosos (25,4 milhões) e das obras de educação básica (213 milhões). Dados que colocam em xeque a idéia de que a nova geração não se interessa por leitura.

“Os jovens de hoje lêem muito mais que seus pais. Coleções como a ‘Vaga-Lume’ e a ‘Para Gostar de Ler’ fizeram uma revolução nas escolas. A minha geração, por outro lado, foi punida pela escola, que nos obrigava a ler livros áridos logo de início”, diz Marcos Pedri, diretor comercial da Livrarias Curitiba. Para Flávia Ghisi, do Provar/FIA, é a combinação entre popularização do livro e aumento do interesse do público jovem que vai garantir a expansão do mercado em 2009. (FJ)

Fonte:  Gazeta do Povo

Metade das vendas de livros no Brasil é dominada pelos didáticos

O último dia do V Editor em Ação teve a presença  de Fábio Sá Earp, coordenador do Laboratório de Economia do Livro, do Instituto de Economia/UFRJ, e João Luiz Struchiner, editor gráfico e sócio da Control C, para discutir a leitura e o mercado do livro no Brasil.  Fábio fez um panorama estatístico da leitura no Brasil, traçando o perfil do leitor, seus hábitos e costumes.

O resultado da pesquisa, coordenada pelo jornalista Galeno Amorim, pode ser encontrada no livro Retratos da Leitura no Brasil, lançado na 20º Bienal Internacional do Livro de São Paulo.  Encomendada pelo Instituto Pró-Livro, com apoio das entidades do livro (CBL, Snel e Abrelivros), a pesquisa revela a percepção da leitura no imaginário coletivo, o perfil do leitor e do não-leitor de livros, as preferências e motivações dos leitores, e os canais e formas de acesso ao livro. Foi aplicada no final de 2007 pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope Inteligência), sob coordenação do Observatório do Livro e da Leitura, com 5 mil pessoas entrevistadas em 311 municípios de todas as regiões do país. Outro livro que Fábio citou como base de sua apresentação foi A economia da cadeia produtiva do livro, publicada com o apoio do BNDES, e-book que está disponível no site do BNDES e no Instituto de Economia/UFRJ – quem preferir o livro impresso, pode buscá-lo gratuitamente no próprio BNDES.

didaticos-2A pesquisa revela que 35% dos brasileiros lêem, 5% lêem livros e a maior parte é adolescente. A classe A é a que compra mais (73%), no entanto, as crianças de famílias de baixo poder aquisitivo são as que consomem mais livros.  Mas isso acontece porque elas participam de programas de leitura do governo, além de receberem o livro didático de graça nas escolas públicas.  Esse tipo de leitura é obrigatória, não é um consumo opcional. A maior concentração de leitores está nas classes A e B, com ensino superior e nas regiões Sul  (75%), Sudeste (75%) e Norte (59%). Isso também não é novidade pra ninguém.

Todos sabemos que, no Brasil, quem lê mais possui renda alta e maior nível de escolaridade; entenda-se renda mais alta quem ganha acima de dez salários mínimos, ou seja, classe média a nível de Brasil. A pesquisa aponta o ano de 1990 como o pior momento da economia no Brasil, não coincidentemente, período da era Collor. A crise ocasionou o encolhimento das editoras, que foram se recuperando gradativamente e só se restabeleceram oito anos depois.

Em 1998, com a eleição do presidente Fernando Henrique e a implementação do Plano Real, houve um considerável aumento das vendas, atingindo seu ponto máximo, porque a política econômica possibilitou aumento de emprego e de poder aquisitivo da classe média. Em 2004 o governo fez uma considerável compra de livros para as bibliotecas, ocasionando um aumento na venda novamente. Cada vez que o governo compra, por qualquer motivo que seja, uma sobra de verba ou coisa parecida, os alunos de escolas públicas são beneficiados e as editoras fornecedoras também.  Metade das vendas de livros no Brasil é dominada pelos didáticos. Isso não ocorre, por exemplo, na Colômbia, onde as escolas públicas ainda não tiveram este compromisso assumido pelo governo.

didaticosDurante esse período de 1998 a 2007, no setor de didáticos, as vendas do governo oscilaram, foi o chamado “congestionamento de vendas”. Os fornecedores de livros do governo tiveram que fazer um esforço coletivo para reduzir o preço do livro, e isso acabou gerando um aumento das vendas – para Fábio, foi um fator positivo. As editoras tiveram também uma estagnação econômica durante esse período, só variando quando há um aumento de vendas porque o preço do livro cai. Foi o que aconteceu no governo Lula: houve uma pequena recuperação em 2007, gerando uma receita de 68 milhões de reais nas vendas, decorrente da redução dos preços dos livros.  Em 2007, as editoras faturaram em torno de 3 milhões de reais contra 5,5 milhões em 1995. As vendas caíram 45% de lá pra cá, mas segundo Fábio, ainda temos que dar graças a Deus.

O setor de obras gerais foi o único que se manteve estável: 70 milhões em 1998 e 58 milhões em 2007. As mudanças foram pequenas, com quedas e recuperações; os preços oscilaram com pequenas baixas e faturamento das editoras. É um mercado menos vulnerável do que os didáticos, mas é mais saudável em termos de estabilização nas vendas. O setor de técnico-científicos e profissionais é o que vende mais livros atualmente – 23 milhões em 1998 e 30 milhões em 2007 –, apesar de ser o que mais sofre com a pirataria e ainda tem o estímulo para as cópias de xerox nas universidades.

Houve algumas discordâncias quanto aos resultados da pesquisa, que também aponta 0% nas vendas de livros em feiras especializadas e 3% nas vendas pela internet. Certamente  houve algum engano nesses resultados, pois sabemos que as editoras vendem muito em feiras de livros e pela internet também, embora muita gente ainda se sinta insegura para fazer compras on line. Sá Earp encerrou sua apresentação dizendo que, apesar de o faturamento das editoras ser 40% maior desde 1998, ainda é um desafio para elas baixar seus custos como alternativa para se adequar à atual economia do mercado.

Produção de livros na América do Sul em debate na ECO

O que há de diferente e de comum na produção de livros em mercados como os da Argentina, Colômbia e Brasil? Esta será uma das questões a ser debatida durante o V Editor em Ação, evento do curso de Produção Editorial da Escola de Comunicação da UFRJ, que acontece de 28 a 31 de outubro e 3 de novembro.

O encontro, que reunirá representantes editoriais dos três principais mercados da América Latina, será realizado no auditório Anísio Teixeira, da Faculdade de Educação da UFRJ, e no Salão Dourado do Fórum de Ciência e Cultura, ambos no campus da Praia Vermelha.

Outro tema do evento, que tem ganhado relevância principalmente em tempos de internet, será debatido na mesa sobre Direito Autoral. Terá a presença de representantes do Ministério da Cultura, da Associação Brasileira de Direitos Reprográficos (ABDR) e do projeto Creative Commons, que trabalha com a idéia de “licenças flexíveis” para obras intelectuais.

Nos cinco dias do Editor em Ação, serão ainda contemplados os temas Marketing Editorial, Acordo Ortográfico e Leitura e Mercado do Livro.

As inscrições podem ser feitas enviando um e-mail (contendo nome completo, vínculo institucional ou profissional e dias em que pretende parcipar do evento) para editoremacao5@gmail.com ou meia hora antes do início de cada palestra.

Confira a programação completa aqui.