90 clássicos em quadrinhos

90classic1Se você passou anos treinando sua cara de intelectual diante do espelho para usá-la quando alguém menciona Kerouac, Prost ou Sartre, este livro é ainda melhor que o Como falar dos livros que não lemos . 90 Classic Books for People in a Hurry consegue a façanha de resumir clássicos inteiros como Em busca do Tempo perdido (vol. 1, 2, 3, etc) em apenas uma página (quadro quadrinhos!). Como dizem, talvez este livro possa salvar sua “alma literária”! E para quem não quer comprar na Amazon, há rumores de que uma editora brasileira já comprou os direitos de publicação.

Ilustrado por Henrik Lange, este livro é perfeito para os amantes de quadrinhos e de literatura.

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Livros e links – Skoob, o que você anda lendo?

Pense no Orkut. Ou melhor, no last.fm. Agora pense que em vez de comunidades (ou bandas e músicos), existam livros. Agora leia a palavra “books” de trás pra frente. Pronto, este é o Skoob, novo site colaborativo dedicado somente ao universo dos livros. (E que reparem, tem o logo beeem parecido com o Flickr, mais outro desses sites.)

Um profile equivale a uma estante, onde são adicionador os livros que você está lendo, pretende ler, ou já leu. Como o Skoob é um site colaborativo, na página de cada livro, quem escreve as resenhas são os próprios usuários, além de poderem qualificarem com estrelas e deixar comentários avaliando a obra.
Assim como é possível qualquer um criar uma comunidade no Orkut, no Skoob é possível adicionar livros que ainda não estão cadastrados no site. E já que em toda rede de relacionamento o mais legal é bisbilhotar a vida alheia, vc pode adicionar amigos e acompanhar o que eles andam lendo, descobrindo assim que aquele livro que vc acha uma grande bomba, seu amigo achou ótimo, e a partir daí fazer render horas de discussão no msn.

Já existem outros sites do gênero, mas vale destacar que este é totalmente made in Brasil. O site é relativamente novo e ainda está na versão beta, portanto encontra-se em fase de desenvolvimento. Segundo o blog do site, mais recursos serão adicionados ao longo do tempo.

Link: Skoob – o que você anda lendo?

Update: Por coincidência, acabo de descobrir que hoje é o dia do leitor. Você que é alfabetizado e lê, seja um livro por dia, sejá só o jornal da pessoa ao lado no ônibus e olhe lá,  comemore!

Ascensão lenta, mas consistente

1. O Brasil é um país de poucos leitores, que em geral refutam os grandes autores e compram livros de baixa qualidade. E a nova geração, que foge da leitura e prefere diversões eletrônicas, ameaça a sobrevivência do mercado editorial.

2. O Brasil é um país de poucos, mas cada vez mais numerosos, leitores. Gêneros como auto-ajuda, educação financeira e literatura de entretenimento colaboram para essa popularização. E a nova geração, estimulada pelo fenômeno “Harry Potter”, lê mais que a de seus pais.

Avaliações feitas por empresários do mercado editorial costumam se alternar entre as duas descrições acima. Em geral, os livreiros mais antigos, donos de tradicionais lojas de rua, defendem a primeira opção. Executivos que comandam grandes editoras ou redes de livrarias, com forte presença em shoppings, são partidários da segunda. Ao menos em relação ao número de leitores e às vendas de livros, os números dão mais razão à alternativa otimista.

É verdade que menos de 30 milhões de brasileiros são considerados leitores ativos – e mesmo esses lêem, em média, menos de quatro livros por ano, segundo a Câmara Brasileira do Livro (CBL). Mas o número de exemplares vendidos têm crescido. “É um movimento bastante gradual, mas todas as pesquisas mostram que tem crescido o número de leitores, e o número de livros que cada um lê por ano”, diz Flávia Ghisi, professora do Provar/FIA.

Em 2007, as vendas da indústria editorial cresceram 6% sobre o ano anterior, com uma boa notícia: as vendas ao consumidor final subiram 8,2%, bem mais que o avanço de 3% das encomendas do governo – que ainda responde por quase 40% do volume vendido e 24% dos pouco mais de R$ 3 bilhões faturados pelas editoras do país.

“É evidente que o mercado incorporou novos leitores quando um livro como ‘A cabana’ [de William P. Young] lidera por meses a lista de mais vendidos. Isso seria impensável na década passada. Há dez anos, um livro vender 100 mil exemplares no Brasil era extraordinário. Hoje o teto é bem mais alto, e não é raro vermos obras vendendo 1 milhão de unidades”, diz a diretora editorial da Record, Luciana Villas-Boas.

Nova geração

Em 2007, a produção de livros de literatura infantil e juvenil cresceu quase 15% e superou a produção de literatura adulta, segundo a CBL – dois anos antes, a edição de livros para adultos era 11% maior. Com 23,3 milhões de exemplares produzidos no ano passado, o gênero infanto-juvenil ficou atrás apenas dos livros religiosos (25,4 milhões) e das obras de educação básica (213 milhões). Dados que colocam em xeque a idéia de que a nova geração não se interessa por leitura.

“Os jovens de hoje lêem muito mais que seus pais. Coleções como a ‘Vaga-Lume’ e a ‘Para Gostar de Ler’ fizeram uma revolução nas escolas. A minha geração, por outro lado, foi punida pela escola, que nos obrigava a ler livros áridos logo de início”, diz Marcos Pedri, diretor comercial da Livrarias Curitiba. Para Flávia Ghisi, do Provar/FIA, é a combinação entre popularização do livro e aumento do interesse do público jovem que vai garantir a expansão do mercado em 2009. (FJ)

Fonte:  Gazeta do Povo

Manoel de Barros completa 92 anos

Ele se diz cuiabano de chapa e cruz, mas foi criado no Pantanal de Corumbá. Manoel de Barros, o poeta pantaneiro, completou 92 anos no dia 19 de dezembro de 2008. O poeta recebeu jornalistas da revista Caros Amigos para falar de “Memórias Inventadas: A terceira Infância”, seu último livro publicado pela Editora Planeta. Segundo o jornal Dia a Dia, em sua edição de fim de ano, a revista Caros Amigos trará uma entrevista exclusiva em que fala da obra de Paulo Coelho e de seu encontro com Vinícius de Morais.

Depois de ter visto sua poesia ganhar traduções para o inglês, alemão, francês, espanhol e até catalão, Manoel de Barros, um dos maiores vendedores de poesia do país, diz que não pensa mais em lançar nova obra por conta da idade. O lançamento de suas obras completas no momento está adiado por um impasse entre as editoras Record e Planeta, por esta não ceder os direitos de apenas um livro publicado. Até então, Manoel assegura que “Memórias Inventadas: A terceira infância” pode ser seu último livro.

Clássicos à mão dos leitores

Com o aval do governador Sergio Cabral, a Imprensa Oficial do Estado do Rio de Janeiro vai publicar, a partir do ano que vem, clássicos da literatura brasileira para serem distribuídos gratuitamente à população. Cada livro será produzido em grandes tiragens, em torno de 100 mil exemplares, que serão encaminhados, sem custo, às mãos dos leitores.

Além de obras literárias, a Imprensa Oficial também deverá colaborar com a Secretaria Estadual de Educação, publicando títulos de livros didáticos para serem empregados em sala de aula.

“Vamos inundar o Rio de Janeiro de livros”,  disse o presidente da Imprensa Oficial, Haroldo Zager, durante a abertura da 40ª Reunião da Associação Brasileira de Imprensas Oficiais (ABIO).

A distribuição de livros já vem sendo uma preocupação da Imprensa Oficial fluminense, cujo estande se tornou o único a oferecer seus títulos gratuitamente ao público durante a última Bienal do Livro do Rio de Janeiro.

Na ocasião, foram doados cerca de 16 mil exemplares de livros do catálogo da empresa, além de dois novos lançamentos editados especialmente para o evento: Rio de Janeiro no tempo dos Vice-Reis, de Luís Edmundo, e Alma encantadora das ruas, de João do Rio.

Fonte: Jornal do Brasil

Cosac Naify se destaca em 2008

Segundo o jornal O Estado de São Paulo (30/12/2008), 2008 foi um ano dourado para a editora Cosac Naify. E não é exagero. Além de editar o Nobel de Literatura do ano, Jean-Marie Le Clézio , a editora venceu três categorias do Prêmio Fernando Pini de Excelência Gráfica. Em “livro de texto”, com Moby Dick. Em “livro infantil”, com Lampião e Lancelote. E uma das Coleções de Moda Brasileira venceu na categoria “livro ilustrado”, informa a coluna Direto da fonte.

A Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA) elegeu, no dia 8 de dezembro, os melhores do ano em dez categorias. Dois livros editados pela Cosac Naify foram premiados.  Em Literatura, O santo sujo – a vida de Jayme Ovalle, escrito pelo jornalista Humberto Werneck, foi eleito a melhor biografia do ano. Na mesma categoria, O livro amarelo do Terminal, de Vanessa Barbara, conquistou o prêmio de melhor livro-reportagem com uma original abordagem da rodoviária do Tietê ao retratar as mais diversas histórias de vida que ali se cruzam, além de uma criteriosa investigação jornalística sobre sua construção. Já O Fazedor de Velhos, de Rodrigo Lacerda levou o  Prêmio Glória Pondé de Literatura Infantil e Juvenil, da Fundação Biblioteca Nacional.

Prêmio São Paulo de Literatura

O Prêmio São Paulo de Literatura, criado este ano, despertou muita curiosidade por conta do valor destinado aos seus vencedores: 200 mil reais. Um prêmio nada deprimente…

Com duas categorias ― Melhor Livro do Ano de 2007 e Melhor Livro do Ano de 2007 (Autor Estreante) ― esta primeira edição do Prêmio SP de Literatura laureou O filho eterno, de Cristovão Tezza e A chave de casa, de Tatiana Salem Levy. Tezza, aliás, levou tudo, este ano: além do Prêmio SP, foi o vencedor do Jabuti e do Portugal Telecom.

Lista dos finalistas aqui.