Mercado editorial português: FNAC e os 10%

Semana passada, a FNAC foi notícia nos jornais portugueses (merecendo chamada inclusive em primeira página, para vocês terem tamanho da repercussão da notícia). O motivo? A suspensão da política de conceder 10% de descontos na venda de todos os livros a qualquer comprador, restringindo o desconto apenas aos detentores do cartão da loja.

Contextualizando: a rede francesa chegou ao território português em 1998, e foi a responsável por trazer para Portugal o conceito de espaço de entretenimento às livrarias, com cafés e programação culturais, assim como em todas as suas filiais espalhadas pelo mundo. Indo contra o padrão de atendimento despreparado dos empregados das grandes livrarias (e também de como funciona a FNAC original), procurou contratar funcionários especializados em pelo menos algum gênero de literatura. (Ou seja, uma Livraria da Travessa com ares de megastore.) Na parte administrativa, buscou adquirir livros de fundo de catálogo não disponíveis em outras livrarias e fez a alegria dos pequenos editores portugueses, efetuando compras diretas dos livros (ao invés de consigná-los). Claro que isto fez com que as pequenas livrarias tremessem nas bases, como acontece sempre que uma megastore chega às redondezas, mesmo com a a política do preço fixo dos livros vigente em Portugal. Mas, obviamente, as pequenas não tem o mesmo poder da FNAC de oferecer desconto em TODOS os livros. Em 10 anos, todas essas práticas aliadas ao “Preço Verde” (os tais 10% de desconto) tornaram a FNAC líder de vendas no segmento de livros no país.

Fidelização ou “curralização” da clientela? Em breve saberemos se esta mudança atrairá ainda mais aderentes ao cartão FNAC, ou se a antipatia pela decisão acabará por reduzir a sua clientela.

(Com informações extraídas do Blogtailors)

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Concurso para talentos anônimos

08/10/2008 – por Redação – Publishnews
Com o intuito de descobrir novos talentos, a Livraria Cultura lança neste mês de outubro o concurso Contos da Cultura. A iniciativa quer dar visibilidade para talentos anônimos, divulgando a criatividade desses escritores. Para participar, basta inserir no blog do concurso quantos contos desejar, com no máximo 2 mil toques e que tenha pelo menos uma menção à Livraria Cultura. Os melhores serão publicados mensalmente na Revista da Cultura. Os primeiros saem na edição de novembro. Para inserir o conto, o internauta precisa ser cadastrado no site da Livraria. Mais informações e regulamento no blog do Contos da Cultura.

Falcatruas pela resenha

Luíz Nassif é um jornalista mineiro, que andou falando demais. Foi destaque numa publicação não muito recente da Caros Amigos, ao exemplo de José Arbex Jr., que resolveu escancarar o processo de industrialização da notícia na Folha de São Paulo (ver em Showrnalismo, a notícia como espetáculo, Editora Casa Amarela, p.292), Nassif desarticulou negociatas e influências na revista VEJA.

Dentre elas não escapou a tal lista dos mais vendidos de VEJA, e as resenhas na seção LIVROS, ambas conhecidas no mercado como processos de avalanches de vendas. Embora todos saibamos da ideoneidade de VEJA (?) sua reputação como uma das principais mídias do Brasil e, principalmente, por reproduzir (induzir) a opnião pública da classe média e alta do país. Nassif diz algo sobre os editores da seção livros, negócios envolvendo a Saraiva e a Editora Record. Dentre os citados estão Diogo Mainardi, Jardim e Sabino. Vale a pena ler e discutir ética em produção editorial e jornalismo: http://luis.nassif.googlepages.com/osmaisvendidos

Prêmio Jabuti divulga os primeiros vencedores de 2008

O Prêmio Jabuti, uma das mais tradicionais premiações literárias do país, está contando na tarde desta terça-feira (23) os votos que decidirão os vencedores de sua edição 2008. A contagem acontece na Câmara Brasileira do Livro, em São Paulo.Até o momento, foram divulgados os vencedores nas categorias Romance, Poesia, Contos, Reportagem e Biografia. Veja abaixo prêmios já anunciados:

Melhor Livro de Romance

1º lugar – “O Filho Eterno”, de Cristovão Tezza (Record)
2º lugar – “O Sol se Põe em São Paulo”, de Bernardo Teixeira de Carvalho (Cia. das Letras)
3º lugar – “Antônio”, de Beatriz Bracher (Editora 34)

Melhor Livro de Poesia
1º lugar – “O Outro Lado”, de Ivan Junqueira (Record)
2º lugar – “O Xadrez e as Palavras, de Marcus Vinicius Teixeira Quiroga Pereira (edição do autor)
3º lugar – “Tarde”, de Paulo Fernando Henriques Britto (Cia. das Letras)

Melhor Livro de Contos e Crônicas
1º lugar – “Histórias do Rio Negro”, de Vera do Val (Martins Fontes)
2º lugar – “A Prenda de Seu Damaso e Outos Contos”, de Jorge Eduardo Pinto Hausen (edição do autor)
3º lugar – “Fichas de Vitrola”, de Jaime Prado Gouvêa (Record)

Melhor Livro de Reportagem
1º lugar – “1808”, de Laurentino Gomes (Planeta do Brasil)
2º lugar – “O Massacre”, de Eric Nepomuceno (Planeta do Brasil)
3º lugar – “Bar Bodega: Um Crime de Imprensa”, de Carlos Dorneles (Globo)

Melhor Livro de Biografia
1º lugar – “Rubem Braga: Um Cigano Fazendeiro do Ar”, de Marco Antonio de Carvalho (Globo)
2º lugar – “D. Pedro II”, de José Murilo de Carvalho (Cia. das Letras)
3º lugar – “O Texto ou a Vida”, de Moacyr Jaime Scliar (Bertrand Brasil)
Em 2008, 2.141 obras foram analisadas pela comissão julgadora do Prêmio Jabuti. Cada uma das 20 categorias é disputada por 10 finalistas, que foram definidos no dia 28 de agosto pelos votos de 60 jurados (três para cada categoria). O prêmio para o primeiro lugar é de R$ 3 mil.
Além das 20 categorias, há os prêmios especiais de Ficção e Não-Ficção, que só serão revelados na entrega do troféu, dia 31 de outubro. Os vencedores dos prêmios especiais recebem R$ 30 mil cada um, totalizando R$ 120 mil em prêmios.

José Saramago se rende à febre dos blogs

O escritor português José Saramago lançou o blog O Caderno de Saramago para ficar mais pertinho de seus leitores e, claro, divulgar mais ainda sua obra. O blog está disponível dentro do site da Fundação Saramago e já conta com dois textos publicados pelo Prêmio Nobel de Literatura.

O escritor resgatou um texto antigo sobre Lisboa, segundo Saramago, uma verdadeira “carta de amor” à capital portuguesa. “Decidi então partilhá-la com os meus leitores e amigos tornando-a outra vez pública, agora na página infinita de internet, e com ela inaugurar o meu espaço pessoal neste blog”, escreve Saramago.

O pedido de desculpas da Igreja Anglicana a Charles Darwin por não compreender sua teoria evolucionista foi comentado por ele: “Nada tenho contra os pedidos de perdão que ocorrem quase todos os dias por uma razão ou outra, a não ser pôr em dúvida a sua utilidade”.

A Viagem do Elefante é o seu novo livro e será lançado em breve em espanhol, português e catalão. Um trecho da obra está disponível no blog da Fundação José Saramago.

Veja o trailler do livro: http://caderno.josesaramago.org/
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China inaugura biblioteca monumental

Folha de São Paulo – 15/09/2008 – por Raul Juste Lores

Uma longo retângulo suspenso de 120 metros de comprimento em aço escovado e vidro é a marca do novo prédio da Biblioteca Nacional da China. Inaugurado nesta semana, o anexo que custou o equivalente a R$ 350 milhões demonstra que obras de impacto continuam a mudar a paisagem mesmo após a Olimpíada. A Biblioteca virou a terceira maior do mundo com a nova construção. O antigo prédio, que não pode sofrer reformas por ser patrimônio nacional, guarda os tesouros da instituição e só pode receber visitas de acadêmicos e pesquisadores. O anexo é para o público geral – e feito para impressionar. Com 80 mil metros quadrados, tem 2.900 assentos, 460 computadores e oferece acesso à internet sem fio (wi-fi). Os usuários podem usar leitores de livros digitais em palmtops para acessar os mais de 200 mil gigabytes de arquivo digital da instituição.

SPP-Nemo lança marca própria de papéis

Publishnews – 12/09/2008
Atenta às mudanças de cenário no mercado e buscando oferecer serviços e atendimento de qualidade, a SPP-Nemo, distribuidora multimarca de papel e produtos gráficos, lança sua marca própria de papéis, a Neo®. Resultado de uma pesquisa de posicionamento de marca e receptividade para o produto, o Neo® chega ao mercado para suprir o segmento de papéis de imprimir e escrever revestido. Nas versões brilho e fosco, o Neo Couché® têm triplo revestimento e gramaturas de 90 g/m² a 200 g/m², nos formatos gráficos 66×96, 64×88, 76×112 e 89×117. “Com o Neo®, oferecemos ao cliente qualidade e melhor relação custo-benefício que ele poderia encontrar”, afirma Roque Fernando Talzi, gerente geral de distribuição da SPP-Nemo.