Manuel bandeira é o autor homenageado da FLIP 2009

flipA VII edição da Flip,  Festa Literária Internacional de Paraty, já tem datas confirmadas. O evento acontece de 1º a 5 de julho, quarta a domingo. O poeta modernista Manuel Bandeira será o homenageado desta edição.

O evento de maior repercussão no ambiente literário brasileiro pretende reaquecer o legado de Bandeira, que só voltou a receber maior atenção do mercado editorial com os 40 anos de sua morte completados este ano. “A homenagem da Flip pretende contribuir para a revalorização da obra poética e para tornar mais conhecidas as diversas faces de Manuel Bandeira”, afirma Flávio Moura, diretor de programação da Flip.

Bandeira teve grande papel na cultura brasileira não só pela sua poesia, de obras como A Cinza das Horas, Carnaval e Libertinagem, mas também pelas críticas literárias, de artes plásticas e musicais, crônicas e traduções, como as de clássicos de Shakespeare e Proust.

O primeiro autor confirmado para a Flip 2009 é o historiador Simon Schama, que já havia recebido o convite para a festa em 2008. Schama tem três livros publicados no Brasil: Cidadãos, O Desconforto da Riqueza e Paisagem e Memória.

Mais informações no blog da feira.

 

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Manoel de Barros completa 92 anos

Ele se diz cuiabano de chapa e cruz, mas foi criado no Pantanal de Corumbá. Manoel de Barros, o poeta pantaneiro, completou 92 anos no dia 19 de dezembro de 2008. O poeta recebeu jornalistas da revista Caros Amigos para falar de “Memórias Inventadas: A terceira Infância”, seu último livro publicado pela Editora Planeta. Segundo o jornal Dia a Dia, em sua edição de fim de ano, a revista Caros Amigos trará uma entrevista exclusiva em que fala da obra de Paulo Coelho e de seu encontro com Vinícius de Morais.

Depois de ter visto sua poesia ganhar traduções para o inglês, alemão, francês, espanhol e até catalão, Manoel de Barros, um dos maiores vendedores de poesia do país, diz que não pensa mais em lançar nova obra por conta da idade. O lançamento de suas obras completas no momento está adiado por um impasse entre as editoras Record e Planeta, por esta não ceder os direitos de apenas um livro publicado. Até então, Manoel assegura que “Memórias Inventadas: A terceira infância” pode ser seu último livro.

Adriano Alves lança novo de livro de poesia

capa-solapino1Sol a pino, o dizer das coisas (Editora Scortecci) é um livro de poesia que trata as coisas do pensamento, do cuidado, do espanto. O livro marca, desde seu início, um compromisso – o compromisso com o real, em que este é o que diz e o poeta é aquele que é capaz de lhe dar ouvidos, de percebê-lo, de lhe res-ponder, isto é, de se colocar à espreita das questões postas pelo próprio do dizer das coisas. Adriano Alves deixa que a poesia seja sempre a manifestação do poético, do agir, do real e da realidade. Adriano é poeta e mais – é poeta da linguagem, faz-deixa que a linguagem seja o que ela nunca pode deixar de ser – linguagem.  (trechos do texto de Antônio Jardim, compositor e professor da UFRJ e UERJ)

adrianoAdriano Alves é pernambucano, doutor em Literatura Brasileira e teve seu primeiro livro, Poemas de memória: navegação de automar, publicado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em dezembro de 2002. Seus ensaios sobre a obra de Jorge Amado, “A celebração da poesia” e “Da liberdade possível”, obtiveram, respectivamente, menção honrosa especial na Faculdade de Letras/UFRJ e menção honrosa no concurso nacional da FENABB. Seu livro Poemas de memória também obteve menção honrosa em concurso promovido pela Faculdade de Letras/UFRJ.

Lançamento: 10 de dezembro de 2008, quarta-feira, às 19h, na Livraria Prefácio
Endereço: Rua Voluntários da Pátria, 39, Botafogo