Procura-se um diploma

Dos 11 ministros que irão julgar o recurso, seis já se manifestam contra a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista

Segundo o site Nominuto, o STF caminha para derrubar, ainda nesse semestre, a obrigatoriedade do diploma para exercer a profissão de jornalista. Dos 11 ministros que fazem parte da corte, seis já se manifestaram de alguma forma contra a obrigatoriedade de alguma formação específica.  O número é suficiente para decidir o recurso extraordinário do Ministério Público Federal que questiona a regulamentação profissional da categoria.

Os que argumentam a favor da manutenção do diploma afirmam que a profissão é extremamente especializada e, portanto, requer uma formação específica. Os contrários ao diploma afirmam que a exigência não está amparada na Constituição de 88 e que o direito à livre expressão é de todos.

Tendo em vista a abertura de faculdades de jornalismo a cada esquina, é fato que a qualidade dessa formação caiu bastante. Dessa forma, pode até parecer injusto um profissional de letras não poder fazer uma crítica literária num grande jornal apenas por não possuir o diploma de jornalista. Por outro lado, a não exigência do diploma pode prejudicar quem de fato possui uma boa base para exercer a profissão, o que, de certa forma, não passa despercebido pelos empregadores. Um bom designer, por exemplo, não deixa de ter seu trabalho reconhecido por não haver reserva de mercado para os profissionais da sua área.

De maneira análoga, caberia a pergunta: seria justo exigir que Heitor Villa-Lobos tivesse concluído o curso no Instituto Nacional de Música ou que Aleijadinho tivesse viajado a Portugal para obter diploma em Belas Artes?

Por fim, a questão pode ir além de singelas rixas profissionais. Será que a formação em Comunicação Social – seja em qualquer habilitação –, por si só, não é suficiente para formar profissionais para atuar em jornais, emissoras de rádio, agências de publicidade e editoras? Há necessidade real de “categorizar” a profissão? Por que um radialista não poderia criar uma campanha publicitária para TV de grande sucesso? Afinal, não somos todos comunicólogos?

Taynée Mendes – Renato Tomaz

E você, o que acha da obrigatoriedade do diploma para exercer a profissão de jornalista?


Anúncios

Passa anel

É parece que me enganei quanto aos interesses da Random House na polêmica do livro da jornalista Sherry Jones, pois para minha surpresa foi a editora Beaufort Books que adquiriu os direitos de publicação nos EUA de The Jewel of Medina.

Parecia que tudo estava certo para o lançamento do livro pela Random House em outubro, mas a mesa virou depois do incidente ocorrido mês passado.

A Beaufort Books assim como Gibson Square, detentora dos direitos da obra no Reino Unido, são famosas por seus livros polêmicos. Ambas publicaram “If I did it”, em que o ex-jogador de futebol americano O.J. Simpson fala do suposto assassinato de sua mulher do qual era o principal suspeito.

A pergunta que fica é: será que esse livro causará tanto debate aqui no Brasil? Os direitos do livro já foram comprados em, pelo menos, dez países. Não sei se o Brasil está entre eles, mas gostaria de saber a opinião de vocês: que editora tem o perfil mais adequado para publicar esse livro no Brasil?

Ah, e já está prevista uma sequência do livro para 2009.

Fonte: Estadão