Curso de Produção Editorial pode virar curso técnico

O MEC apresentou um plano de alteração de diversos cursos de nível superior, incluindo os de Comunicação Social. No geral, a proposta acaba com os bacharelados em comunicação social e desvincula os cursos de uma área comum. Isso dividiria alguns cursos – como no caso do curso de “Audiovisual e Novas Mídias”, que passaria a ser “Rádio, TV e Internet” ou “Cinema e Audiovisual” – e acaba com outras carreiras – como o curso de “Comunicação Científica”, que vira “Jornalismo”. Além disso, outros cursos seriam extintos, como no caso da habilitação em Editoração, que de acordo com a proposta do MEC viraria um “Curso Superior de Tecnologia em Produção Multimídia”.

Todas as mudanças podem ser conferidas aqui.

Alguns alunos de Editoração da ECA estão discutindo a alteração, já que na prática o curso passaria a ser simplesmente técnico (o que pode forçar uma desvalorização da carreira).

O MEC abriu um portal de consulta pública sobre as alterações, que pode ser acessado aqui.

Se você é contra a mudança proposta pelo MEC que altera os cursos de comunicação social e transformam o curso de Editoração em Curso Superior Técnico, junte-se na campanha para barrar a medida!

Comece assinando a petição online abaixo:

http://www.petitiononline.com/mecedit/petition.html

By Blog do CALC

Editora no RJ contrata diagramador

Profissional formado em produção editorial ou em artes gráficas (design, comunicação) e com experiência na área editorial para trabalhar como diagramador, com conhecimentos avançados em indesign (PC e Mac), manipulação de imagens (tratamento de imagens desejável) e fechamento de arquivos pra gráfica.

(O processo de seleção encerrou-se em 4/05/09)

Monografias defendidas em 2008

Eis algumas das monografias apresentadas pelos alunos de Produção Editorial da ECO/UFRJ em dezembro deste ano. Parabéns aos formandos!

MARTINS, Leonardo Ferreira. “O livro de bolso: análise de sua produção e do fenômeno recente no Brasil.” Orientador: Mario Feijó Borges Monteiro. Rio de Janeiro, 2008. Monografia (Graduação em Produção Editorial) – Escola de Comunicação, Universidade Federal do Rio de Janeiro. 2008.

RESUMO
Este trabalho tem como tema o livro de bolso e procura analisar as particularidades de sua produção, levando em conta as características editoriais, gráficas, comerciais e de distribuição deste tipo de impresso. A marca do livro de bolso é se caracterizar pela acessibilidade, que se traduz nesses elementos supracitados, tornando-o um caso especial de livro. Mais que rotulá-lo apenas segundo seu formato, deve-se compreender todas as outras variáveis que incidem sobre sua produção, desde a escolha do original até a venda, para que se chegue a uma idéia mais esclarecedora e completa acerca do fenômeno. Sucesso nos Estados Unidos e na Europa – na França, por exemplo, sua participação no mercado editorial chega a cerca de 60% do total –, o “pocket book” vem ganhando espaço no Brasil também. Por isso, faz-se um estudo das experiências de grandes editoras no mercado do livro de bolso no Brasil, com ênfase no período iniciado pela coleção L&PM até os dias atuais, com a chegada da BestBolso, tentando comparar as práticas que se desenvolveram ao longo da história do livro, e que vieram a desembocar no livro de bolso (ou livro acessível), com as estratégias empregadas por essas editoras.


PEREIRA, Juliana Werneck de Figueiredo.
“A importância do manual de preparação de originais para autores: ganhos e perdas para o processo de produção de livros.” Orientador: Paulo Cesar Castro. Rio de Janeiro: 2008. Trabalho de Conclusão de Curso. (Graduação em Produção Editorial) – Escola de Comunicação, Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2008.

RESUMO
Apesar da preocupação por parte das editoras em enviar aos seus autores um roteiro para preparação de originais, a maioria deles não segue essas orientações, entregando um original muito aquém do esperado. O processo de preparação de originais na editora então se torna mais demorado, o que demanda mais custos à editora e encarece o produto final, o livro. A justificativa recorrente dos autores por não seguir as orientações recebidas é a “falta de tempo para ler o roteiro”, bastante superficial. Este trabalho objetiva, através de análise crítica do roteiro de preparação de originais das editoras Atheneu, Guanabara Koogan e Rubio, identificar os prováveis empecilhos que justifiquem a dificuldade de os autores seguirem tal roteiro. Desconhecimento total ou parcial dos processos editoriais e do vocabulário específico da área editorial, além de falta de coerência entre as instruções e os exemplos dados pela própria editora em seu roteiro, falta de revisão do texto enviado aos autores etc., se apresentam como justificativas mais fundadas. Além dessa análise, propõe-se um modelo de roteiro de preparação de originais mais simples e objetivo, garantindo maior adesão por parte dos autores em seguir tais recomendações, agilizando e facilitando o processo editorial como um todo.

Editoração é pop

Recentemente, o portal G1 publicou uma série de reportagens sobre o mercado editorial e a profissão de editor. Embora pouco aprofundadas, as matérias podem dar um panorama geral da profissão – inclusive com slides bacaninhas – principalmente para indecisos vestibulandos e calouros do terceiro período da ECO.

Uma delas é uma mini-entrevista com Ricardo Campos Assis, designer editorial e fundador do Estúdio Negrito. O ex-estudante da ECA/USP foi duas vezes campeão do prêmio Jabuti. Vale dar uma olhada na matéria, principalmente, para quem não conhece seu trabalho.

A matéria sobre o mercado publica alguns dados interessantes, como as expectativas salariais. Estima-se que um profissional do produção editorial ganha hoje R$ 450, em estágios de 4 horas e estágios integrais, R$800. Um recém formado pode ganhar entre R$ 1500 e R$ 2500 e os profissionais em cargos de gerencia, R$ 6.000 a R$ 8.000.

Os links são:
Mercado de trabalho em editoração é bastante amplo

Novas mídias ampliam opções na área de editoração

O bom projeto gráfico torna a comunicação mais eficiente

 

Estágio: Editora Record

(Prazo expirado)

Em breve a Editora Record abrirá uma vaga de estágio no departamento editorial, turno da tarde.

Requisitos:
Cursar Comunicação — de preferência Produção Editorial
Domínio de inglês e informática

A empresa oferece vale transporte, refeição no local e bolsa.

Interessados, favor contatar Isabella: isabella@record.com.br

Produção de livros na América do Sul em debate na ECO

O que há de diferente e de comum na produção de livros em mercados como os da Argentina, Colômbia e Brasil? Esta será uma das questões a ser debatida durante o V Editor em Ação, evento do curso de Produção Editorial da Escola de Comunicação da UFRJ, que acontece de 28 a 31 de outubro e 3 de novembro.

O encontro, que reunirá representantes editoriais dos três principais mercados da América Latina, será realizado no auditório Anísio Teixeira, da Faculdade de Educação da UFRJ, e no Salão Dourado do Fórum de Ciência e Cultura, ambos no campus da Praia Vermelha.

Outro tema do evento, que tem ganhado relevância principalmente em tempos de internet, será debatido na mesa sobre Direito Autoral. Terá a presença de representantes do Ministério da Cultura, da Associação Brasileira de Direitos Reprográficos (ABDR) e do projeto Creative Commons, que trabalha com a idéia de “licenças flexíveis” para obras intelectuais.

Nos cinco dias do Editor em Ação, serão ainda contemplados os temas Marketing Editorial, Acordo Ortográfico e Leitura e Mercado do Livro.

As inscrições podem ser feitas enviando um e-mail (contendo nome completo, vínculo institucional ou profissional e dias em que pretende parcipar do evento) para editoremacao5@gmail.com ou meia hora antes do início de cada palestra.

Confira a programação completa aqui.